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Ainda afastado, Aécio “agiu” em favor próprio em votação do Senado

Ainda afastado, Aécio “agiu” em favor próprio em votação do Senado
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[Ainda afastado, Aécio “agiu” em favor próprio em votação do Senado]

Apesar de estar afastado do Senado, por decisão do STF, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) “participou” da sessão que revogou seu afastamento da Casa, na última terça-feira (17). A Veja publicou, na noite desta quinta-feira (19), fotos de uma conversa do tucano com Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Aécio permaneceu durante todo o dia recolhido em sua mansão no Lago Sul, mas por celular recomendou a linha de discurso que um de seus aliados deveria seguir na tribuna, antes de a Casa decidir seu futuro no voto.

Nas fotos, o senador Anastasia é flagrado conversando pelo WhatsApp com Aécio minutos antes da votação. O presidente afastado do PSDB parece ansioso enquanto orienta o fiel escudeiro. “Quem vai falar?”, questiona Aécio. “Sei que Telmário e eu. Mais dois”, diz Anastasia.

“Importante vc repetir aquele discurso. Por favor. Direito de Defesa”, escreve Aécio ao aliado. Companheiro aplicado, Anastasia responde com um breve “Ok” e relata a Aécio como será a votação: “O Tasso [Jereissati] vai falar. O Telmário também. São só cinco fé (provável erro de digitação) cada lado”. Aécio passa outra orientação: “Faz uma defesa mesmo que rápida da minha trajetória. Se puder Rs”, diz.

Em discurso, Anastasia atacou a decisão do Supremo lembrando o “direito de defesa”: “No caso concreto do senador Aécio Neves, nós estamos diante de um processo em que já há denúncia aceita e em que a defesa está completa, no âmbito do processo? Em que todo o processo penal está já concluído, em andamento, e já com a defesa formalizada? Ainda não. Nós estamos ainda numa fase inaugural, preambular, inicial do processo. Por isso mesmo, as medidas cautelares que foram colocadas por alguns ministros do Supremo, a meu juízo, não têm cabimento neste momento”, discursou, lembrando a “garantia do direito de defesa é sagrada no regime democrático de direito”.

O senador tucano encerrou seu pronunciamento fazendo, conforme o pedido de Aécio, “uma defesa mesmo que rápida da minha trajetória”: “Também não posso deixar de acrescer a minha qualidade de testemunha, senhor presidente, do grande desempenho administrativo que teve o governador, à época, Aécio Neves à frente do governo e, de fato, o reconhecimento que os mineiros lhe deram, tanto que o trouxeram, com votação muito expressiva, ao Senado da República”

bocaonews

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