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Perfil falso acusa jovem alagoano de ser HIV positivo

Perfil falso acusa jovem alagoano de ser HIV positivo
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O auxiliar administrativo Adonnys Santos recebeu prints de amigos de uma rede social com uma informação assustadora: uma conta fake dizia que ele mesmo, Addonys, era HIV positivo. O texto mais a foto dele circularam nas redes sociais até amigos printarem e pedirem providências ao rapaz.

“As fotos chegaram para mim ontem à noite [sexta-feira]. Dai meus amigos fizeram contas do app e mantiveram contato com o fake”, explicou Adonnys ao blog.

O dono do perfil fake não se identificou. Os prints mostram que a pessoa conhece Addonys. E ela assume a intenção de prejudicar o rapaz.

O texto do perfil público está escrito assim: “Antes que perguntem meu nome é Addonys, as vezes sou DJ nas festinhas das poc e das drag podre de Maceió, sou HIV + sim se não curtiu”.

“Quem eu não sei, e também não sei qual intuito com isso. Porém não são os melhores”, disse.

Ele procurou delegacia, mas foi informado que não poderia fazer Boletim de Ocorrência no final de semana. Apenas na segunda-feira (3).

Nas redes sociais, Addonys tenta conter o estrago da informação falsa, pedindo que as pessoas denunciem o criador do perfil falso.

Ele foi vítima de cyberbullying (violência praticada contra alguém através da internet). O acusado pode responder por calúnia, injúria e difamação. Em tribunais de São Paulo, Minas Gerais e Paraná existem casos de vítimas lesionadas pela internet que conseguiram indenizações, dos agressões, entre R$ 8 mil e R$ 50 mil.

A orientação para vítimas como Addonys é procurar a delegacia e um cartório de notas. Além do Boletim de Ocorrência na delegacia, a vítima pode solicitar, no cartório, a elaboração de uma ata notarial. “Esse documento é importante, porque na hipótese dos conteúdos ofensivos serem deletados pelos agressores virtuais, a vítima terá a comprovação pública de que essas situações de agressão realmente existiram. Além disso, a vítima pode procurar um advogado para que medidas jurídicas sejam tomadas”, explica o advogado do escritório Posocco & Associados Advogados e Consultores, Fabricio Sicchierolli Posocco, entrevistado pelo site Consumidor Moderno

 

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