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Abin produziu relatórios para “defender Flávio Bolsonaro no caso Alerj”

Abin produziu relatórios para “defender Flávio Bolsonaro no caso Alerj”
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Sob o comando de Alexandre Ramagem, que chegou a ser indicado por Bolsonaro para a direção da PF, a Abin enviou os relatórios por whatsapp a Flávio Bolsonaro, que entregou à advogada de defesa. Documentos sugerem ao “01” troca na corregedoria-geral da União

Sob o comando do delegado Alexandre Ramagem – que chegou a ser anunciado por Jair Bolsonaro para a direção da Polícia Federal após demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça -, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) produziu ao menos dois relatórios para “defender Flávio Bolsonaro no caso Alerj”, em referência ao esquema de corrupção montado pelo filho do presidente quando atuava como deputado estadual no Rio de Janeiro.

Um dos documentos, obtidos por Guilherme Amado e revelados na revista Época nesta sexta-feira (11), explicita a “finalidade”: “Defender FB no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”.

A investigação da Abin, que fica sob a alçada do Gabinete de Segurança Institucional, comandado pelo general Augusto Heleno, detalha o funcionamento de uma suposta “organização criminosa” na Receita Federal, que teria feito um pente fino nos dados fiscais do filho de Bolsonaro e revelado o esquema comandado por Fabrício Queiroz, que teve início com as “rachadinhas” entre funcionários contratados pelo gabinete.

Os dois documentos teriam sido enviados diretamente a Flávio por Whatsapp, que repassou para a advogada de defesa, Luciana Pires.

Interferência
Segundo a reportagem, o relatório da Abin sugere a substituição de servidores da Receita Federal. “Se a sugestão de 2019 tivesse sido adotada, nada disso estaria acontecendo, todos os envolvidos teriam sido trocados com pouca repercussão em processo interno na RFB”.

O documento ainda mostra um caminho para abertura de investigação, que envolveria a Controladoria-Geral da União (CGU), o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a Advocacia-Geral da União (AGU).

“Ao invés da advogada ajuizar ação privada, será a União que assim o fará, através da AGU e CGU — ambos órgãos sob comando do Executivo”, diz o texto.

Os relatórios ainda acusam o corregedor-geral da União, Gilberto Waller Júnior, e o corregedor da Receita, José Barros Neto, de terem “laços com o Grupo, em especial os desmandos que deveria escrutinar no âmbito da Corregedoria (amizade e parceria com BARROS NETO)”.

Ao final, o documento produzido pela equipe de Ramagem sugere a Bolsonaro que demita o corregedor-geral da União e coloque um policial federal no lugar dele. “Neste caso, basta ao 01 (Bolsonaro) comandar a troca de WALLER por outro CGU isento. Por exemplo, um ex-PF, de preferência um ex-corregedor da PF de sua confiança”.

Revista Forum

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