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Bolsonarista que torturou quilombola é solto 24 h

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“Essa é uma decisão na contramão dos fatos, pois temos testemunhas, temos fotos e temos vídeos que justificaria a prisão do agressor racista”, disse Aércio de Lima, da Conaq, à Fórum

O bolsonarista Alberan Freitas, comerciante que amarrou e espancou o jovem quilombola Luciano Simplício na cidade de Portalegre (RN), foi solto neste sábado (18). A liberação aconteceu 24h depois dele ser preso preventivamente [pela Polícia Civil.

Segundo informações do jornalista Rafael Duarte, da agência Saiba Mais, a juíza Mônica Maria Andrade atendeu o Ministério Público do RN e mandou soltar Alberan. Para o MP, não havia “extrema necessidade” na detenção.

A magistrada apenas estabeleceu algumas medidas cautelares, como proibição de se ausentar de Portalegre e recolhimento noturno. O servidor André Diogo Barbosa, amigo de Alberan que estava foragido, também foi liberado de eventual prisão preventiva.

Aércio de Lima, da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq), disse à Fórum que a decisão “vai na contramão dos fato”. “Infelizmente essa é uma decisão na contramão dos fatos, pois temos testemunhas, temos fotos e temos vídeos que justificaria a prisão do agressor racista no modo do flagrante continuado. Porém pra preto, sempre vai faltar um papel, uma vírgula ou um ponto. E pra gente que sente na pele a dor, muita das vezes a justiça tarda e falha”, afirmou.

O caso

O caso, ocorrido no último sábado (11), chocou o país a partir de vídeo que veio à tona na segunda-feira (13). Nas imagens, Alberan, que é bolsonarista, aparece pisando no jovem quilombola Luciano Simplício, que estava amarrado e implorando por ajuda.

Segundo informações obtidas pela Fórum, Luciano está em situação de rua desde que perdeu os pais. O jovem teria jogado pedras no mercado de Alberan em reação a ataques verbais feitos pelo bolsonarista, o que teria levado o comerciante a amarrar o quilombola e arrastá-lo pelo chão.

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), cobrou “apuração imediata e rigorosa” do caso. Na quarta-feira (15), por iniciativa da vereadora Brisa Bracchi (PT), a Câmara Municipal de Natal aprovou uma moção de repúdio à tortura sofrida por Simplício.

A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), que também acompanha o caso de perto, disse à Fórum que a prisão de Alberan não colocava fim ao caso”. “O aprimoramento e a criação de políticas que evitem que coisas do tipo voltem a acontecer é algo que da mesma forma não pode sair do nosso horizonte”, afirmou a parlamentar.

Revistaforum

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