AGUA 18/06
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Crise de saneamento ameaça saúde e meio ambiente em Santana do Ipanema

Crise de saneamento ameaça saúde e meio ambiente em Santana do Ipanema
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Desafios ambientais e compromissos municipais em Santana do Ipanema: propostas para um futuro sustentável

Moradores de Santana do Ipanema e de diversas cidades ribeirinhas ao rio Ipanema, incluindo Olivença e Batalha, estão alarmados com a situação crítica relacionada ao tratamento de esgoto na região. O problema tem raízes na gestão do abastecimento e saneamento pela empresa Águas do Sertão, incumbida pelo município, e agora acende um alerta vermelho para a saúde pública e a preservação ambiental.

Embora a empresa tenha recebido uma quantia substancial, mais de R$ 60 milhões, para fornecer água e cuidar do saneamento, os resultados deixam a desejar. Em alguns bairros, onde a população paga uma taxa de saneamento que chega a 80%, a assistência ainda não é completa. O serviço de tratamento de esgoto está longe de ser adequado, como evidenciado pelos riachos contaminados, como o Camuxinga, que se tornaram verdadeiros depósitos de esgoto a céu aberto, afetando diretamente a saúde dos residentes locais.

A situação é ainda mais alarmante considerando que a cidade é administrada pela médica, Christiane Bulhões Barros, que, embora ciente dos perigos, não tomou medidas eficazes para garantir que a empresa responsável pelo saneamento cumpra suas obrigações. A secretaria de infraestrutura, sob responsabilidade de seu esposo, Marcelo Melo, também falhou em enfrentar essa questão, permitindo que vazamentos de esgoto continuassem a contaminar o meio ambiente.

A gravidade da situação é inegável. Os riscos à saúde pública, incluindo o potencial surto de doenças como cólera, são iminentes. Além disso, o despejo de esgoto no rio Ipanema, que por sua vez deságua no rio São Francisco, ameaça não apenas a vida aquática, com relatos de peixes mortos, mas também a sustentabilidade de um dos mais importantes rios do país.

Diante desse cenário, o advogado, ex-vice-prefeito e vereador Edson Magalhães não hesitou em denunciar a situação por meio das redes sociais, apelando ao Instituto de Meio Ambiente e ao Ministério Público para tomarem medidas urgentes em defesa da saúde da população santanense.

É crucial que a gestão municipal e os órgãos competentes ajam com diligência para resolver essa crise. A transparência sobre o destino dos recursos recebidos pela prefeitura é imprescindível, assim como a imposição de medidas rigorosas à empresa responsável pelo saneamento. O povo de Santana do Ipanema merece viver em um ambiente saudável e seguro, e é dever das autoridades garantir isso.

Edson Magalhães, pré-candidato a prefeito pelo PP (Partido Progressistas), tem sido um ouvinte atento das angústias dos moradores, que sofrem com o mau cheiro insuportável e são obrigados a proibir seus filhos de tomarem banho no riacho Camoxinga e em partes do rio Ipanema, devido à contaminação por esgoto sanitário. Entre suas propostas, destaca-se o projeto de desassoreamento do riacho Camoxinga, visando prevenir enchentes nos bairros Baraúna, Santo Antônio e Arthur Morais.

Além disso, ele planeja a construção de um muro de pedras na passagem molhada do bairro Baraúna. Estas medidas são parte de um plano mais amplo que inclui realocar os moradores que vivem às margens do riacho Camoxinga para novas habitações financiadas pelo município, com recursos provenientes de emendas do deputado federal Arthur Lira. Essas propostas refletem o compromisso de Edson Magalhães com a melhoria das condições de vida dos cidadãos de Santana do Ipanema, caso venha a assumir a prefeitura.

Diarioalagoas

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