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PF faz na Amazônia a maior apreensão de madeira nativa da história do Brasil

PF faz na Amazônia a maior apreensão de madeira nativa da história do Brasil
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São cerca de 43.700 toras dispersas por diversas esplanadas em uma região de 20 mil km2, tamanho comparável a Sergipe

Ao longo dos últimos dias, agentes da Polícia Federal (PF) retiveram, na divisa do Pará com o Amazonas, 131,1 mil metros cúbicos de toras. Esta já é considerada a maior apreensão de madeira nativa da história do Brasil. O volume é suficiente para a construção de 2.620 casas populares.

O cálculo, no entanto, ainda é preliminar e considerado conservador pela PF. Uma perícia mais apurada nos próximos dias, com o apoio do Exército, deverá dar a dimensão exata do volume.

São, por enquanto, 43.700 toras dispersas por diversas esplanadas (pátios de madeira) ao longo dos rios Mamuru e Arapiuns, uma região de 20 mil km2, tamanho comparável a Sergipe.

“É uma área que estava sofrendo uma devastação irracional, que de forma alguma pode ser chamada de manejo florestal. O comércio ilegal de madeira sofrerá um baque muito grande com esse trabalho”, afirma o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, comandante da operação.

A região conta com vários planos de manejo florestal, autorização concedida pela Secretaria de Meio Ambiente do Pará. Mesmo assim, nenhum madeireiro procurou a PF até agora com documentação que comprove a origem legal. “É indício sério de quem tem coisa muito errada”, diz o delegado.

O Ministério Público Federal acompanha a operação por meio do procurador da República Leonardo Galiano, que visitará a região nesta semana.

A operação, batizada de Handroanthus GLO, une o nome científico do ipê à sigla da Garantia da Lei e da Ordem, o marco legal que autoriza o emprego das Forças Armadas no combate a crimes ambientais na Amazônia.

Com informações da Folha

 

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