Uma operação policial realizada na tarde desta sexta-feira (19) resultou na prisão de Júlio Iglesias Oliveira da Silva, conhecido como “Beu”, suspeito de tráfico de drogas e irmão de José Emerson da Silva, o “Nem Catenga”, apontado como líder do Comando Vermelho em Alagoas. A ação ocorreu na Vila Brejal, no bairro da Levada, em Maceió.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL), dois homens tentaram fugir ao perceberem a aproximação das forças de segurança. Um deles conseguiu escapar, mas Júlio, o “Beu”, foi alcançado e detido. Com ele, os policiais apreenderam uma sacola contendo cerca de 185 gramas de maconha e uma balança de precisão, material que reforça a suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes, no bairro Tabuleiro dos Martins, onde foi apresentado à Polícia Judiciária e ficou à disposição da Justiça.
Segundo a SSP, a operação teve como objetivo intensificar o combate ao tráfico de drogas e a crimes violentos na região, além de capturar foragidos da Justiça e desarticular organizações criminosas com atuação no estado.
Foragido e liderança criminosa
Considerado foragido da Justiça alagoana, José Emerson da Silva, o “Nem Catenga”, de 40 anos, é apontado pelas investigações como integrante de uma organização criminosa com ramificações em outros estados, especialmente no Sudeste do país. Ele teria deixado Alagoas para se esconder em comunidades dominadas por facções criminosas no Rio de Janeiro, como o Complexo do Alemão e o Complexo da Penha.
Contra “Nem Catenga” há mandados de prisão em aberto por crimes como tráfico de drogas, lesão corporal, homicídio e latrocínio.
Histórico da família
Outro irmão de “Nem Catenga”, Aldreis dos Santos Oliveira, conhecido como “Moreninho”, morreu em confronto com a polícia no dia 31 de agosto deste ano, no município de Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. Na ocasião, a SSP informou que ele trocou tiros com policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi baleado e não resistiu aos ferimentos.
“Moreninho” era apontado como responsável por um esquema de extorsão a comerciantes no Mercado da Produção, em Maceió. As investigações indicam que ele obrigava permissionários a pagar taxas semanais em troca de um suposto serviço de segurança. Durante a operação que resultou na sua morte, a polícia apreendeu boletos que comprovariam a cobrança ilegal.
Com cerca de 40 anos, Aldreis era o irmão mais velho, por parte de pai, do líder do Comando Vermelho em Alagoas e acumulava uma extensa ficha criminal, com registros por roubo, porte ilegal de arma, extorsão e até investigação por envolvimento no homicídio de uma policial militar, em 2008. Ele era considerado um dos nomes mais antigos da facção criminosa no estado.
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Redação




