A Câmara Municipal de Maceió (CMM) decidiu, mais uma vez, ignorar a realidade econômica da população e presentear seus próprios servidores e parlamentares com um pacote de benefícios que inflará ainda mais os gastos públicos. Em plena crise, enquanto trabalhadores enfrentam jornadas extenuantes de 6/1, transporte público superlotado e um reajuste no salário mínimo de apenas 6,79%, os vereadores aprovaram um auxílio-alimentação de R$ 1 mil mensais para servidores, incluindo cargos comissionados.
Esse “presente” custará até R$ 6 milhões por ano aos cofres municipais, recursos que poderiam ser destinados a saúde, educação ou infraestrutura. Mas a generosidade não parou aí:
• Aumento da VIAP: A Verba Indenizatória da Atividade Parlamentar saltou de R$ 20,5 mil para R$ 25 mil mensais por gabinete.
• Inchaço nos gabinetes: O teto para gastos com salários subiu para R$ 127,2 mil por mês, acompanhado da autorização para contratar mais funcionários.
A votação, realizada no último dia 18, escancara a prioridade da Casa: garantir o conforto financeiro de quem já ocupa o poder, blindando-se contra os efeitos da inflação que sufocam o cidadão comum.
Enquanto a população luta para sobreviver, os parlamentares seguem ampliando privilégios e drenando recursos que deveriam ser aplicados em áreas essenciais. A Câmara de Maceió repete o modelo da Câmara Federal, tornando-se inimiga dos maceioenses e símbolo de um sistema político que insiste em se alimentar do sacrifício da classe trabalhadora.
Redação




