Após tentativa vergonhosa de fuga de Silvinei Vasques pelo Paraguai, Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva dos condenados nos núcleos 2, 3 e 4 da organização criminosa comandada por Jair Bolsonaro.
Atentativa vergonhosa do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, de fugir do Brasil com documentos falsos pelo Paraguai desencadeou um efeito que fez com que o ministro Alexandre de Moraes, relator da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) decretasse a prisão de outros 10 condenados nos núcleos 2, 3 e 4 da organização criminosa comandada por Jair Bolsonaro (PL) que tentou um golpe de Estado.
Por volta das 10h deste sábado (27), a PF já havia cumprido ao menos 9 dos 10 mandados de prisão preventiva expedidos por Moraes. São eles:
- Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro para assuntos internacionais, condenado a uma pena de 21 anos de prisão;
- Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, condenada a 8 anos e seis meses de prisão;
- Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército, condenado a 17 anos de prisão;
- Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército, condenado a 14 anos de prisão;
- Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército, condenado a 13 anos e 6 meses de prisão;
- Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército, condenado a 13 anos e 6 meses de prisão;
- Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército, condenado a uma pena de 17 anos;
- Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército, condenado a pena de 16 anos de prisão;
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército, condenado a uma pena de 17 anos de prisão;
- Carlos César Moretzsohn Rocha, ex-presidente do Instituto Voto Legal, condenado a 7 anos e seis meses de prisão.
Segundo a PF, as ordens judiciais estão sendo cumpridas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro em parte das diligências.
Além da prisão domiciliar, foram impostas medidas cautelares como a proibição de uso de redes sociais, de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma de fogo e a proibição de visitas.
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