COPES Caatinga é acusado de espancar o homem dentro das dependências do próprio hospital Clodolfo Rodrigues de Melo
O que deveria ser um local de acolhimento e cura transformou-se em um cenário de horror e violência gratuita. Em Santana do Ipanema, um homem que buscava atendimento médico para uma criança viveu momentos de terror após questionar a demora e o atendimento da unidade de saúde.
O desfecho de uma reclamação legítima Ao expressar sua indignação com a demora, o cidadão foi surpreendido por uma reação extrema. Em vez de mediação ou diálogo, uma enfermeira acionou a polícia. O que se seguiu foi uma demonstração de força desproporcional: militares do COPES Caatinga, são acusados de espancar o homem dentro das dependências do próprio hospital.
Entrou para cuidar, saiu ferido A gravidade do caso reside no contraste brutal: um pai de família entrou no hospital em busca de saúde e saiu com marcas de agressão por todo o corpo. As paredes que deveriam proteger os cidadãos foram testemunhas de um ato que aponta para o abuso de autoridade e a truculência.
O silêncio que ensurdece Até o momento, o comando da Polícia Militar não se pronunciou oficialmente sobre a conduta dos agentes. A sociedade de Santana do Ipanema e de toda Alagoas cobra respostas:
Por que uma reclamação por atendimento resultou em violência física?
Qual o protocolo seguido pelos agentes do COPES dentro de uma unidade de saúde?
Quem responderá pelos danos físicos e psicológicos causados à vítima e à criança que presenciou a cena?
Justiça e Dignidade Não se pode normalizar a agressão como resposta ao cidadão que exige seus direitos. A saúde é um direito, e a segurança pública deve servir para proteger — e não para punir quem já sofre com o descaso do sistema público.




