Novos indícios de que pedófilo era agente de Israel
pedófilo Jeffrey Epstein ficou entusiasmado com a candidatura de Jair Bolsonaro ao Planalto, de acordo com mensagens que ele trocou com Steve Bannon, que assessorou Jair na campanha de 2018.
Epstein, além das acusações de abuso sexual contra menores de idade, é suspeito de ter trabalhado para o serviço de inteligência de Israel, o Mossad, com o objetivo de obter material para chantagear poderosos.
Na sexta-feira, 30, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou mais três milhões de páginas de documentos e milhares de vídeos e fotos.
As mensagens de Bannon são com um homem não identificado, mas há fortes indícios de que, pelo contexto, seja Epstein. Uma troca de mensagens foi com um número de telefone atribuído a Epstein.
Curiosamente, os dois não falam de sexo, mas só de política.
INTERLOCUTOR: Bolsonaro é um divisor de águas. Sem refugiados querendo entrar. Sem Bruxelas dizendo a ele o que fazer. Ele só tem de reiniciar a economia. GIGANTE. 1,8 trilhão PIB.
BANNON: Eu sou muito, muito próximo desses caras —eles me querem como conselheiro. Devo fazer isso?
INTERLOCUTOR: É meio que reinar no inferno. Diferente da Europa e o jogo de bridge, América do Sul é mais tipo joga as 52 [cartas] para o alto e pega.
BANNON: Eu entendo —’massa crítica’— se você controla o Brasil e 25 países na Europa, isso é vantagem.
Em agosto de 2018 Bannon teve um encontro com Eduardo Bolsonaro em Nova York. Semanas depois, Eduardo foi comemorar o aniversário de Bannon em Washington.
Epstein e Bannon voltaram a conversar sobre o Brasil depois do primeiro turno, em que Bolsonaro venceu Fernando Haddad por 46% a 29%.
INTERLOCUTOR: Não gostei de Bolsonaro chamando qualquer associação com você de ‘fake news’, embora eu compreenda. Eu preferiria um boné MBGA.
BANNON: Tenho de manter a coisa do Jair nos bastidores. Meu poder vem de não ter ninguém me defendendo.
Durante a campanha, Bolsonaro negou que recebia assessoria de Bannon — o que, pelo que escreveu o ideólogo de extrema-direita, é falso.
Em mensagem divulgada anteriormente, Bannon disse a Epstein que teria recebido uma ligação do intelectual Noam Chomksy de dentro da cela do presidente Lula na Polícia Federal.
A esposa de Chomsky, Valéria, divulgou nota desmentindo a chamada. A assessoria de Lula informou que celulares não entravam na sede da Polícia Federal em Curitiba.
Epstein e o Mossad?
Os diálogos reforçam a denúncia de que Epstein e a mulher Ghislaine atuavam informalmente como agentes do Mossad.
No ano passado, o site Drop Site News divulgou dados dos arquivos de Epstein mostrando que ele hospedou em seu apartamento de Manhattan, entre 2013 e 2016, Yoni Koren, um alto oficial de inteligência próximo do ex-primeiro ministro de Israel, Ehud Barak.
E-mails de Barak instruem Epstein a fazer depósitos na conta bancária de Koren, além de entregar a ele um cartão de crédito.
Barak foi primeiro-ministro de Israel de 1999 a 2001 e ministro da Defesa de 2007 a 2013.
Depois de deixar o poder, ele trocou mensagens com Epstein sobre vários negócios, dentre os quais uma empresa que produzia drones em Israel e a venda de uma petrolífera de um bilionário estadunidense.

Numa das mensagens, Jeffrey Epstein escreveu:
Ambos sabemos que, com meu envolvimento em um nível sênior, vocês serão capazes de alcançar, não tantos, mas pelo menos algumas centenas de milhões [de dólares] a mais do que sem minha ajuda. Até o momento, vocês não apresentaram uma proposta concreta e, embora eu esteja disposto a prosseguir, precisaria de uma oferta firme e séria para isso.
Robert Maxwell, o bilionário que foi dono de tabloides britânicos, é pai de Ghislaine. A ele é atribuído o recrutamento de Epstein. Maxwell sempre negou relação com os serviços de inteligência de Israel.
O repórter Seymour M. Hersh, conhecido por seus furos de reportagem, publicou um livro em que denunciou que Maxwell colocou como editor de notícias internacionais de seu tabloide de maior circulação o espião israelense Nicholas Davies.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que antecedeu e sucedeu Barak no poder e sob o qual Ehud serviu como ministro da Defesa, jamais escondeu sua simpatia pela família Bolsonaro.
Recentemente, Flávio Bolsonaro foi recebido por ele em Israel e fez um discurso acusando o presidente Lula de ser “antissemita”.




