Cavalos no altar: Musical de Páscoa da Igreja Batista Atitude gera polêmica

Musical “O Resgatador” utilizou cavalos reais em encenação e reacendeu o debate sobre a espetacularização do Evangelho

A Igreja Batista Atitude, localizada na Barra da Tijuca e liderada pelo pastor Josué Valandro Jr., voltou a ocupar o centro de um intenso debate teológico e comportamental nas redes sociais.

O motivo foi o musical de Páscoa “O Resgatador”, apresentado entre os dias 28 e 30 de março, que utilizou cavalos reais dentro do templo durante as encenações.

Cavalos no Templo e Ingressos Pagos

O espetáculo, sob a direção do pastor e líder de louvor Filipe Bitencourt, apostou em uma estética cinematográfica para narrar a história da redenção.

No entanto, a presença de animais de grande porte circulando entre as poltronas e o altar chocou parte do público cristão. Além do uso dos cavalos, o fato de a apresentação ser restrita a portadores de ingressos pagos também gerou questionamentos sobre a comercialização de eventos dentro da casa de Deus.

Entretenimento vs. Reverência

Nas redes sociais, as opiniões se dividiram drasticamente. Enquanto defensores da Atitude elogiaram a criatividade e o uso da arte para atrair não cristãos, críticos ferrenhos classificaram a cena como uma “banalização do lugar sagrado” e uma busca excessiva pelo entretenimento.

Histórico de Polêmicas

Esta não é a primeira incursão da denominação em formatos não convencionais. Em 2025, a igreja já havia sido alvo de críticas severas ao promover um culto que contou com a participação de palhaços, DJs e números de mágica.

Para Josué Valandro e sua liderança, essas estratégias fazem parte de uma visão de “igreja relevante”, enquanto para alas mais conservadoras, representam uma perda da identidade litúrgica.