SERTÃO: Documento falso e omissão: O histórico do PM preso por morte de Diego Amaro

O policial militar de Sergipe preso pelo envolvimento na morte de Diego Amaro já era considerado foragido da Justiça antes do crime. Condenado definitivamente a 4 anos e 8 meses de reclusão, ele possuía um mandado de prisão em aberto por falsificar os documentos escolares utilizados para ingressar na corporação.

A Fraude na Origem

De acordo com o processo nº 0038905-06.2020.8.25.0001, o agente falsificou o certificado de conclusão do ensino médio e outros documentos comprobatórios para cumprir os requisitos do concurso público da Polícia Militar de Sergipe. Mesmo com a condenação transitada em julgado (quando não há mais recursos), ele permanecia na ativa.

Foragido e na Ativa

O caso revela uma falha crítica na fiscalização:

  • Junho de 2025: A Vara de Execução Penal registrou que o policial não foi localizado para iniciar o cumprimento da pena em regime semiaberto.

  • Mandado Expedido: Diante da ausência, a Justiça determinou sua prisão imediata.

  • Omissão: Apesar de ser procurado, ele continuou identificado oficialmente como integrante do 4º BPM da PMSE.

O Desfecho

A prisão só ocorreu em 8 de abril de 2026, mas não pela condenação antiga. Ele foi detido por ordem da 1ª Vara Criminal de Paulo Afonso (BA), no âmbito da investigação sobre o homicídio de Diego Amaro. Ao ser capturado, os documentos oficiais ainda o qualificavam como policial militar, garantindo-lhe, inclusive, o encaminhamento ao presídio militar.

A cronologia dos fatos expõe uma gravidade dupla: o suspeito de um homicídio recente é o mesmo homem que fraudou a fé pública para portar uma arma do Estado e que, por quase um ano, evadiu-se de uma pena definitiva enquanto exercia funções na segurança pública.