O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso, nesta terça-feira (5), na quarta fase da Operação Unha e Carne. A Polícia Federal (PF) está na sede da Assembleia Legislativa (Alerj), cumprindo ainda mandados de busca e apreensão.
O objetivo é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). A ação ainda está em curso.
Agentes saíram para cumprir 7 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação foi iniciada após a análise de mídias apreendidas na 1ª fase da Operação Unha e Carne, quando o então deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso. Outro mandado de prisão expedido pelo STF nesta terça é contra Bacellar, que já estava encarcerado.

Investigações
As investigações que embasaram a quarta fase da operação apontam que contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc foram direcionadas a empresas previamente escolhidas e ligadas ao esquema. De acordo com a Polícia Federal, a região seria área de influência política de Rangel.
Após o repasse de recursos públicos, sócios e procuradores das empresas envolvidas efetuavam saques e, em seguida, realizavam depósitos ou transferências para contas de firmas diretamente associadas ao grupo criminoso.
Os valores desviados eram posteriormente misturados a recursos de origem lícita em contas bancárias de uma rede de postos de combustíveis administrada pelo líder da organização.
A operação desta etapa integra a Missão Redentor II, conduzida no âmbito da ADPF 635, no Supremo Tribunal Federal, que busca fortalecer a atuação integrada das forças de segurança federais no combate qualificado ao tráfico de drogas, com foco na descapitalização e na desarticulação logística de organizações criminosas.
Além de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, fraude a licitação e lavagem de dinheiro.
*Com Tempo Real RJ




