Após uma espera de quase 12 anos, o Tribunal do Júri de Alagoas condenou três policiais militares e uma ex-militar pelo assassinato de Davi da Silva, jovem de 17 anos que desapareceu em 25 de agosto de 2014. O caso é um marco contra a violência institucional, já que o adolescente foi abordado e levado pelos agentes sem qualquer mandato judicial ou justificativa legal, nunca mais sendo encontrado.
As Condenações e Penas
O Conselho de Sentença acatou integralmente as teses de tortura, sequestro, cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Além das penas de prisão, os militares perderam seus cargos públicos.
| Condenado(a) | Pena Total (Aproximada) | Crimes Principais |
| Eudecir Gomes | 28 anos e 1 mês | Homicídio, sequestro e ocultação |
| Carlos Eduardo Ferreira | 26 anos e 3 meses | Homicídio, tortura e ocultação |
| Nayara Silva (Ex-PM) | 26 anos e 3 meses | Homicídio, tortura e ocultação |
| Vitor Rafael | 23 anos e 4 meses | Homicídio, tortura e ocultação |
O Desfecho de uma Luta por Resposta
O julgamento, realizado no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, em Maceió, encerra um ciclo de impunidade. Para o Ministério Público, a condenação é uma resposta à sociedade sobre abordagens que ignoram o devido processo legal.
“A família de Davi agora finalmente pode ter paz. A sociedade alagoana ouviu os clamores e reparou esse tempo de impunidade”, afirmou a promotora Lídia Malta.
O caso também trouxe à memória a situação de Raniel, jovem que acompanhava Davi no dia da abordagem ilegal. Diferente de Davi, cujo corpo permanece desaparecido, Raniel foi encontrado morto meses após o crime original, reforçando o rastro de violência deixado pela guarnição naquela data.

Redação




