De forma geral, entre 2019 e 2025, os 10% mais pobres tiveram crescimento acumulado de renda de 78,7% no Brasil, e a renda média aumentou em termos absolutos
Arenda média da população brasileira atingiu o maior patamar da série histórica iniciada em 2012, de acordo com novos dados divulgados pela PNAD Contínua.
Arenda média da população brasileira atingiu o maior patamar da série histórica iniciada em 2012, de acordo com novos dados divulgados pela PNAD Contínua.
O ciclo de expansão vem da recuperação do cenário pós-pandemia, mas também dos ganhos reais do salário mínimo impulsionados pelo reajuste.
O ciclo de expansão vem da recuperação do cenário pós-pandemia, mas também dos ganhos reais do salário mínimo impulsionados pelo reajuste.
Os juros um pouco maiores também ajudaram a ampliar as rendas, diz o IBGE, embora esse fator tenha beneficiado mais os extratos mais altos da pirâmide de renda.
A desigualdade também voltou a subir levemente em 2025, em comparação aos menores níveis históricos registrados no período anterior.
Os juros ajudam a distribuir de maneira mais desigual os rendimentos porque incidem sobre a rentabilidade de aplicações financeiras, mais comuns entre pessoas com orçamento consolidado e ativos.
Entre os 10% mais pobres, a renda domiciliar per capita teve aumento de 3,1% no ano passado e atingiu R$ 268 mensais.
Os 10% mais ricos, por sua vez, tiveram alta de 8,7%, com rendimento de R$ 9.117 por pessoa da família.
A faixa mais drástica, o 1% mais rico do país, teve renda média per capita de R$ 24.973 mensais, crescimento de 9,9%.
Em média, os 10% mais ricos recebem 13,8 vezes mais do que os 40% mais pobres, segundo dados de 2025. A classe concentra 40,3% de todos os rendimentos domiciliares do Brasil, mais do que os 70% mais pobres.
O índice de Gini, que mede a disparidade salarial, passou de 0,504, em 2024, para 0,511 em 2025, o que mostra uma tendência à concentração de renda no país.
Entre os fatores positivos para o aumento da renda estão um mercado de trabalho aquecido a níveis próximos do pleno emprego, o reajuste do salário mínimo e a elevação da remuneração em setores mais qualificados.
Apesar de o trabalho ser a principal fonte de renda da população, equivalente a 74% do total acumulado, o setor rentista continua a crescer, com rendas de capital e patrimônio 2,2% maiores em rendimento em 2024.
De forma geral, entre 2019 e 2025, os 10% mais pobres tiveram crescimento acumulado de renda de 78,7%, e a renda média aumentou em termos absolutos.
Desigualdade regional
As remunerações são, no entanto, desiguais em relação às regiões brasileiras.
Segundo o IBGE, o rendimento domiciliar per capita variou de R$ 1.219 no Maranhão para R$ 4.538 no Distrito Federal, enquanto estados do Sul e do Sudeste continuam a concentrar os maiores níveis de renda nacional.
| Unidades da Federação | Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente (R$) |
|---|---|
| Brasil | 2.316 |
| Rondônia | 1.991 |
| Acre | 1.392 |
| Amazonas | 1.484 |
| Roraima (1) | 1.878 |
| Pará | 1.420 |
| Amapá | 1.697 |
| Tocantins | 2.036 |
| Maranhão | 1.219 |
| Piauí | 1.546 |
| Ceará | 1.390 |
| Rio Grande do Norte | 1.819 |
| Paraíba | 1.543 |
| Pernambuco | 1.600 |
| Alagoas | 1.422 |
| Sergipe | 1.697 |
| Bahia | 1.465 |
| Minas Gerais | 2.353 |
| Espírito Santo | 2.249 |
| Rio de Janeiro | 2.794 |
| São Paulo | 2.956 |
| Paraná | 2.762 |
| Santa Catarina | 2.809 |
| Rio Grande do Sul | 2.839 |
| Mato Grosso do Sul | 2.454 |
| Mato Grosso | 2.335 |
| Goiás | 2.407 |
| Distrito Federal | 4.538 |
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua – 2025.
Nota (1): Em cumprimento ao Mandado de Segurança – Ação Judicial nº 1000261-89.2020.4.01.4200, o valor de Roraima é R$ 1.764.
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