Conversas obtidas pela Polícia Federal apontam cobrança por extratos, ajustes de valores e tentativa de dar aparência legal a carteiras fraudadas
A Polícia Federal afirma ter encontrado no celular do banqueiro Daniel Vorcaro um grupo de WhatsApp usado, segundo os investigadores, para orientar subordinados do Banco Master na confecção de documentos fraudulentos ligados à venda de carteiras de crédito ao Banco Regional de Brasília (BRB).
A informação foi revelada pelo jornal Estado de S. Paulo, que teve acesso às conversas do grupo chamado “INFO – BRB”. Segundo a reportagem, o diálogo envolvia Vorcaro, Alberto Félix, então superintendente de tesouraria do Master, e Ângelo Silva, à época diretor financeiro da instituição.
Em uma das mensagens, Vorcaro demonstrou irritação com o valor de uma carteira de crédito vinculada à Tirreno, empresa que os investigadores suspeitam ser de fachada. “Pessoal. Saldo não pode ser 6.400!!! Era 7.200. Valor da recompra”, escreveu o banqueiro, referindo-se a valores de R$ 6,4 bilhões e R$ 7,2 bilhões.
Após ser informado de que a documentação considerava alguns débitos, Vorcaro rebateu: “Não interessa. Não fecha a conta. Vamos ter que colocar remuneração”.
Brasil247




