Damares diz que se sentiu “traída” com áudio entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Um senador classificou a situação como um “caixão pesado”, enquanto outros parlamentares relataram sentimentos de “traição” e “extrema tristeza” diante do episódio

Adivulgação da relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro ampliou a crise política em torno do nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro dentro da direita. Nos bastidores do Senado, parlamentares aliados passaram a tratar a eventual candidatura presidencial de Flávio como um peso político, agravado após a revelação de um áudio em que o senador pede recursos ao banqueiro para financiar um filme biográfico sobre o pai.

Embora publicamente aliados evitem críticas diretas, relatos de bastidores divulgados pela coluna de Bela Megale apontam forte desgaste entre integrantes do campo conservador. Um senador ouvido reservadamente classificou a situação como um “caixão pesado”, enquanto outros parlamentares relataram sentimentos de “traição” e “extrema tristeza” diante do episódio.

“Arrasada”

Entre os nomes mencionados nas conversas está a senadora Damares Alves. Segundo relatos de colegas do Senado, a parlamentar teria se mostrado “arrasada” após tomar conhecimento do conteúdo do áudio divulgado pelo site Intercept Brasil. Em conversas reservadas, Damares afirmou ter se sentido “traída” pela conduta de Flávio.

O senador Hamilton Mourão também teria feito críticas contundentes à escolha do nome de Flávio como possível candidato da direita ao Palácio do Planalto. De acordo com parlamentares que acompanham as discussões, Mourão avaliou que a aposta no filho do ex-presidente foi um “erro grave”.

Outros senadores alinhados à direita, como Eduardo Girão e Styvenson Valentim, também teriam manifestado desconforto com o episódio em conversas reservadas.

Diante da repercussão negativa, Flávio Bolsonaro passou a atuar para conter os danos políticos da crise envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. Uma das estratégias adotadas foi a viagem aos Estados Unidos para se encontrar com o presidente norte-americano Donald Trump. Após a agenda, o governo dos EUA anunciou a classificação das facções Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas. Flávio afirmou ter tratado do tema diretamente com Trump durante o encontro.

Revista Forum