Alvo de operação por fraude fiscal de R$ 49 mi é preso com arma ilegal em condomínio na Serraria
Um condomínio de luxo no bairro da Serraria, em Maceió, foi um dos alvos da Operação Watergate, deflagrada na última segunda-feira (15). A ação foi coordenada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), com o apoio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), da Polícia Civil e da Polícia Militar. Durante a abordagem, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido pelas equipes da Rotam no Condomínio San Nicolas, após determinação da 17ª Vara Criminal da Capital, unidade especializada no combate ao crime organizado.
No imóvel, os policiais apreenderam:
-
Três veículos;
-
Um notebook e dois aparelhos celulares;
-
Documentos relevantes para a investigação;
-
Armas de fogo.
De acordo com os policiais, embora parte do armamento estivesse devidamente registrada, uma arma do tipo garrucha não possuía documentação legal. Devido à irregularidade, o homem foi conduzido à delegacia e autuado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Entenda o Esquema (Força-Tarefa)
A Operação Watergate apura um esquema de sonegação fiscal, fraudes tributárias e lavagem de bens envolvendo empresas do setor de extração, engarrafamento e distribuição de água mineral em Alagoas. Ao todo, a Justiça expediu 15 mandados de busca e apreensão direcionados a seis pessoas físicas e nove pessoas jurídicas.
Segundo o MPAL, as fraudes causaram um prejuízo estimado em mais de R$ 49 milhões aos cofres públicos estaduais — montante que, segundo o órgão, seria suficiente para construir cerca de duas mil casas populares. Para garantir o ressarcimento ao Estado, a Justiça determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e ativos financeiros dos envolvidos.
Como funcionava a fraude
As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (GAESF) apontam que o esquema contava com nove empresas atuando de forma coordenada para ocultar patrimônio e reduzir artificialmente a carga tributária. A suspeita é de que mercadorias fossem comercializadas entre empresas do próprio grupo por valores abaixo do mercado para diminuir o recolhimento do ICMS.
A empresa apontada como o núcleo central da organização acumula mais de R$ 9,4 milhões em débitos de ICMS já inscritos em dívida ativa, além de uma dívida administrativa em apuração avaliada em R$ 40 milhões.
O MPAL informou que, em conjunto com a Sefaz, também vai auditar a regularidade dos incentivos fiscais recebidos pelas empresas investigadas por meio do Programa de Desenvolvimento Integrado do Estado de Alagoas (Prodesin).





