Dois episódios de violência doméstica foram registrados nesta quarta-feira (8) em municípios de regiões diferentes de Alagoas, reforçando um cenário preocupante de repetição de agressões contra mulheres e crianças no estado. Os autores foram presos e respondem por crimes previstos na Lei Maria da Penha e no Código Penal.
Em Rio Largo: gestante de 7 meses é agredida e ameaçada de morte
Na Região Metropolitana de Maceió, em Rio Largo, uma mulher grávida de sete meses foi vítima de agressão grave praticada pelo próprio companheiro. Segundo relatos, ela foi enforcada, levou socos na barriga e recebeu ameaças de morte.
Após o acionamento da Polícia Militar, os agentes foram até a residência e encontraram o autor, que se mostrou agressivo durante a abordagem, sendo necessária a utilização de força proporcional para sua contenção. Ele foi levado à Central de Flagrantes e autuado por lesão corporal e ameaça, com base na Lei Maria da Penha. A vítima foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Tabuleiro e depois ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exames.
Em Pariconha: mulher e criança são feridas com cabo de vassoura
No Alto Sertão alagoano, em Pariconha, um homem de 40 anos foi preso em flagrante após agredir a ex-companheira e o filho dela, de apenas 10 anos, com um cabo de vassoura metálico. As vítimas apresentaram escoriações nas costas e nos braços, constatadas em exames de corpo de delito.
Além das agressões físicas, o suspeito também danificou o registro de água da casa, causando vazamento. Ele foi localizado pela polícia em um bar, onde consumia bebida alcoólica. Ao ser abordado, tentou justificar a violência com alegações sem provas, como que a criança teria colocado um cavalo em sua direção e que havia sido atingido por uma pedra pela mulher.
Com o apoio do Conselho Tutelar, as vítimas foram atendidas em hospital de Água Branca e receberam assistência especializada na Sala Lilás, espaço voltado ao acolhimento de pessoas em situação de violência. O agressor foi encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Delmiro Gouveia, onde permanece à disposição da Justiça.

Uma realidade que exige mais do que punição
Esses dois casos, ocorridos no mesmo dia e em locais distantes, são apenas exemplos de um problema estrutural que ainda assola Alagoas: a violência baseada em gênero e contra a infância. A repetição desses episódios mostra que, embora haja leis rigorosas e estruturas de atendimento, ainda há falhas na prevenção, no acompanhamento das vítimas e na conscientização da sociedade.
Não basta apenas prender os agressores: é preciso fortalecer redes de proteção, ampliar campanhas de educação e garantir que as denúncias cheguem às autoridades com agilidade e segurança. Cada caso registrado é um alerta: a violência não pode ser vista como algo comum ou natural, e a proteção de mulheres e crianças deve ser prioridade absoluta em todas as esferas.
Redação com IA




