O caso reacendeu o alerta vermelho na cúpula do PL. Apesar de o parlamentar argumentar que a contratação cumpriu todos os trâmites legais, dirigentes da sigla avaliam, em caráter reservado, que a novidade prolonga uma crise que a pré-campanha buscava encerrar desde maio.
A divulgação de documentos fiscais que comprovam o envolvimento do escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a uma empresa do grupo de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso por suspeita de aplicar um golpe bilionário no mercado financeiro, complicou ainda mais a situação política do presidenciável. O filho ’01’, como o senador é conhecido, teria supostamente recebido R$ 500 mil de uma empresa vinculada a uma consultoria ligada a Vorcaro.
O caso reacendeu o alerta vermelho na cúpula do PL. Apesar de o parlamentar argumentar que a contratação cumpriu todos os trâmites legais, dirigentes da sigla avaliam, em caráter reservado, que a novidade prolonga uma crise que a pré-campanha buscava encerrar desde maio; além de aprofundar a desconfiança interna sobre as relações entre ambos.
Aliados próximos ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, têm dito à mídia conservadora que a preocupação central vai além do impacto imediato do escândalo e se estende a possíveis novos fatos que possam surgir no decorrer do período eleitoral.
Campanha
Interlocutores disseram a jornalistas que a sucessão frequente de momentos de desgate, seguidos de garantias por parte de Flávio de que não restam informações ocultas, tem alimentado o clima de permanente incerteza em relação a potenciais desdobramentos futuros.
Nesse cenário, o fato novo causou forte incômodo na legenda por reabrir um tópico que o comando do PL já contabilizava como resolvido. A leitura interna aponta que os fatos servirão como combustível por parte de adversários políticos, ao longo da campanha eleitoral que está prestes a começar.
msn




