A Chacina dos Membros da Família Ferro e a Caçada aos Ciganos do Bando de Jaime Mouco
No dia 27 de setembro, por volta das 13 horas, ocorreu uma chacina na Fazenda Larvas, no distrito de Anum, em Palmeira dos Índios.
Quatro ciganos do bando de Jaime Mouco foram surpreendidos colhendo batatas na propriedade dos irmãos Francisco e Cícero Omena Ferro. Ao exigir a devolução, Francisco ouviu a resposta: “Se nem a polícia toma, imagine um sujeitinho aí.” Logo depois começou a luta, e ele foi baleado.
Seu irmão Cícero correu para ajudá-lo armado apenas com uma faca-peixeira. Mesmo ferido, conseguiu esfaquear Orlando Caím, mas também foi atingido por tiros.
Na fuga, os criminosos mataram Elias de Omena Ferro com dois tiros de rifle pelas costas, embora ele não tivesse participado da briga.
Francisco morreu em Palmeira dos Índios, Cícero durante a viagem para Maceió e Orlando Caím na Fazenda Larvas.
A Polícia iniciou uma perseguição de 19 dias, comandada pelo delegado Rubens Quintela e, depois, pelo major Nélson Cipriano, com apoio do major Estevam. Familiares das vítimas tentaram organizar uma vingança, mas foram impedidos.
As buscas passaram por Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia. As mulheres do bando foram presas, libertadas e monitoradas, o que levou à descoberta do esconderijo.
O grupo foi localizado na Fazenda Rio Branco, em Arcoverde (PE). Foram presos Geraldo Caím (Divá), Idelfonso Alves Maciel (Dodô), Cícero Batista da Silva (Cigó do Jaima) e outros integrantes, transferidos para o Instituto Penal São Leonardo, em Maceió.
Na descrição estão os nomes dos familiares das vítimas, dos que buscavam vingança e dos ciganos que deixaram Alagoas com medo de morrer.
Narração, pesquisa e direção: Fernando Valões.
Edição: Miguel Rian.
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Redação com Fernando Valões-especial




