Advogada foi assassinada por engano em Maceió sob ordem do CV, diz Polícia Civil

Mesmo sabendo que se tratava da pessoa errada, criminosos continuaram atirando

A advogada Ana Walesca foi assassinada por engano sob ordem de uma liderança do Comando Vermelho (CV) que está no Rio de Janeiro. O alvo certo dos disparos seria outra mulher que integra a facção e teria dado um prejuízo ao grupo, referente a uma arma e a uma quantidade de droga.

Os criminosos que executaram a advogada no Benedito Bentes, após efetuarem o primeiro disparo, já sabiam que ela não era o alvo da ação, mas mesmo assim, continuaram a atirar até que ela desfalecesse. As informações foram repassadas pela Polícia Civil (PC), durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (20).

De acordo com o delegado Igor Diego, coordenador da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), a ordem para que a execução fosse realizada foi dada pelo traficante conhecido como Rafinha 99. A determinação era a de que a dupla teria que matar uma mulher que estaria dando prejuízo à facção. Toda a ação foi acompanhada pelo próprio Rafinha, por meio de videochamada.


				Advogada foi assassinada por engano em Maceió sob ordem do CV, diz Polícia Civil
Advogada Ana Waleska foi assassinada por engano. Reprodução

Ao avistarem Ana Walesca, o garupa desceu da moto e efetuou o primeiro disparo. O líder da facção que estava na chamada de vídeo avisou que o alvo não era ela, mas o atirador continuou a efetuar os disparos contra a advogada, inclusive atingindo a cabeça quando ela já estava bastante ferida.

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Todos os detalhes do caso foram repassados pelo suspeito preso nessa quarta-feira (19), no bairro do Benedito Bentes, o mesmo onde ocorreu o crime. Ele ficou responsável por conduzir a moto modelo Honda Bros de cor vermelha, cuja placa foi coberta por uma camisa para dificultar a identificação.

Já o comparsa dele, responsável pelos disparos, morreu em confronto com a polícia.

Redação com gazetaweb