Investigação confronta depoimento do suspeito com marcas encontradas no corpo da criança
A investigação sobre a morte de uma bebê de dois meses em Senador Rui Palmeira, no Sertão de Alagoas, ganhou novos elementos após o depoimento do pai da criança, Daniel Nunes da Silva. O homem, que permanece sob custódia policial, apresentou aos investigadores relatos sobre o que teria acontecido antes de a filha ser levada para atendimento médico.
De acordo com a Polícia Civil, Daniel afirmou inicialmente que acordou no domingo ao ouvir a bebê chorando e imaginou que ela estivesse engasgada. Segundo o depoimento, ele tentou ajudá-la aplicando tapas nas costas, procedimento que teria aprendido ao assistir a vídeos na internet. A versão apresentada, no entanto, passou a ser confrontada com os sinais encontrados no corpo da criança. Profissionais de saúde e peritos identificaram hematomas e outras marcas, levando os investigadores a buscar esclarecimentos sobre a origem das lesões.
Questionado sobre os ferimentos, o pai negou ter agredido a filha de maneira intencional. Em outro momento do depoimento, apresentou uma segunda possibilidade para explicar as marcas e relatou que a bebê teria caído da cama.
As versões divergentes são agora analisadas pela Polícia Civil juntamente com os exames médicos e periciais. O objetivo é estabelecer uma sequência dos acontecimentos e determinar se as lesões estão relacionadas à causa da morte.
Os investigadores também aguardam a conclusão dos procedimentos periciais para esclarecer a dinâmica do caso. O inquérito segue sob sigilo, enquanto novas provas e depoimentos são reunidos para subsidiar as medidas que serão encaminhadas ao Poder Judiciário.
Redação com 7segundos




