Stern zoa família Bolsonaro, que posa de antissistema
Os leitores da semanal Stern, que atinge cerca de 8 milhões de leitores, foram informados que os Bolsonaro estão batendo um recorde mundial: há 18 candidatos com o sobrenome nas eleições deste ano no Brasil.
Oito são diretamente do núcleo da família.
“Os Trumps parecem uma família boazinha do subúrbio perto do clã Bolsonaro”, foi o título escolhido pela revista de Hamburgo para a reportagem — que analisa o primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil.
“Não existe nenhum Bolsonaro que não está na política. A não ser a filha Laura, de 15 anos. Sobre o nascimento de uma menina após quatro filhos homens, Jair Bolsonaro, conhecido pela postura machista, disse uma vez: ‘Da quinta vez, eu fraquejei, e nasceu uma menina’”, explicou a Stern.
Ficha corrida
O texto passa a explicar, então, a razão para a escolha do título: tentativa de golpe de Estado, escândalo das rachadinhas e envolvimento com as milícias, dentre outros.
O texto afirma que o tamanho da empreitada familiar não encontra precedente no planeta, nem entre os Bush nos Estados Unidos, muito menos com os Le Pen na França.
Afirma a publicação:
Entrar na política brasileira é altamente lucrativo. Isso ocorre, por um lado, por causa dos altos salários, mas mais ainda por causa do dinheiro que os políticos podem colocar no bolso durante os mandatos. Não é incomum que eles virem milionários enquanto estão no cargo.
A Stern também zomba do fato de Flávio Bolsonaro se apresentar ao eleitorado como “antissistema”:
No caso de Flávio Bolsonaro, isso é especialmente grotesco. O senador de 45 anos é a personificação do establishment. Ele nunca mostrou nada politicamente, além do sobrenome. Ele é o filho de Jair e, por isso, virou senador. Ele nunca fez nada por conta própria.




