
Durante uma entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (21), o delegado Felipe Caldas, da Secção Antissequestro, da Divisão Especial de Investigações e Capturas (DEIC), apresentou quatro homens suspeitos de terem participado no assassinato do professor da Universidade Federal de Alagoas, (Ufal), Daniel Thiele, 35.
O corpo do servidor federal, que era natural de Santa Catarina e residia no bairro da Pajuçara, orla de Maceió, foi encontrado na manhã de 6 de outubro, na mala de seu veículo, um Ford Focus prata de placas NLZ 2301, em um canavial na região do Polo, entre os municípios do Pilar e Marechal Deodoro, na Grande Maceió. O carro e o corpo foram carbonizados, após os criminosos terem asfixiado a vítima com um arame.
A vítima era doutor em Química e já foi coordenador do Curso de Química Tecnológica e Industrial da Ufal, em 2011.
Thiago Anderson Lima da Silva; Anderson da Silva Lima; Fabiano da Silva Rocha e Luiz Fernando Gonçalves de Oliveira foram presos e também são suspeitos de participarem de vários assaltos a mão armada e tentativas de homicídios.
O delegado ‘crer’ que o professor universitário foi morto após reagir à abordagem dos suspeitos, que roubaram o jogo de roda de seu veículo e um aparelho celular.
Na coletiva foi falado que Thiago Anderson foi o autor do disparo contra a vítima. Ele também seria o autor do assalto que deixou feridos o casal Leonardo Albuquerque e Jéssica Valéria Siqueira – o crime aconteceu no último dia 20, no Conjunto Santo Eduardo, parte baixa de Maceió.
Na manhã que o professor desapareceu ele teria sido seguido por Thiago e Anderson que queriam o jogo de rodas do carro da vítima, que teria sido abordada no momento que parou o veículo em um suposto local de pouco movimento, de onde foi levado para o local onde foi morto. O local da abordagem – conforme falou o delegado – ainda é desconhecido pela polícia.
Após matar o professor a dupla foi levada do local por Anderson. O trio teria levado o aparelho celular da vítima, vendido a uma pessoa que a polícia informou que ajudou a identificar os suspeitos. O comprador teria adquirido o aparelho sem saber a quem pertencia. O jogo de rodas do carro do servidor também foi levado pelos criminosos que tentaram vende-lo através da Internet. A participação de Luiz Fernando no crime não foi divulgada.
Uma quinta pessoa também teria participado do crime, mas permanece foragida.
Polícias atrapalhada
No início das investigações o delegado Felipe Caldas anunciou as prisões dos irmãos Émerson Palmeira da Silva e Anderson Leandro Palmeira da Silva. Os dois foram apresentados a imprensa

algemados. Cerca de uma semana após as ilegais prisões os trabalhadores conseguiram que a Justiça aceitasse as provas que eles nada tinham haver com o crime, sendo colocados em liberdade após passarem vários dias na mesma cela que outros presos.
Mas a reviravolta do caso – anunciada com exclusividade pelo PÁGINA181 – teve início após o irmão da vítima, Marcelo Thiele encontrar uma Nota Fiscal no apartamento do professor, localizado no bairro da Pajuçara, orla de Maceió.
A NF mostrava que o servidor federal, que morava sozinho, havia comprado um jogo de rodas para carros no valor de R$ 7 mil. Segundo o irmão do professor, Daniel era comedido com as despesas e aquilo não fazia sentido. A Nota foi entregue à polícia que descobriu que os itens estavam sendo vendidos, em um site de compras e vendas, pelo valor de R$ 1.500.
Na coletiva desta terça-feira o delegado Felipe Caldas nada falou sobre as prisões, no mês passado, de dois suspeitos.
O primeiro preso teria envolvimento com roubos de veículos e desmanches de automóveis. O segundo preso foi flagrado durante uma abordagem de rotina, por outra delegacia, Contra ele existia um mandado de prisão por tráfico de drogas no estado do Espírito Santo. A dupla é suspeita de participar de uma quadrilha de roubo a veículos que tinha por sua finalidade revender as peças dos carros subtraídos.



