Santana do Ipanema… 1958.
Uma cidade. Um tempo. Uma história preservada pela fotografia.
Estas imagens foram registradas por Japson Macêdo de Almeida, fotógrafo alagoano nascido em 1922, em Capela, e um dos grandes nomes da fotografia documental do estado.
Com sua inseparável Rolleiflex, Japson percorreu cidades e transformou cenas do cotidiano em memória. Em 1958, suas lentes chegaram a Santana do Ipanema.
Nas ruas, na feira, nas casas, na igreja, no comércio e na pecuária, registrou uma cidade simples, cheia de vida. Acima de tudo, registrou o rosto de sua gente.
Cada fotografia revela um pedaço daquele tempo: trabalhadores, comerciantes, famílias e crianças que fizeram parte da história do município. Revela também ruas e construções que desapareceram ou foram transformadas.
A paisagem urbana, os encontros na feira e os gestos mais comuns daquele ano ganharam permanência em seus negativos. O que era rotina para aquelas pessoas tornou-se, para nós, uma forma de conhecer a cidade que elas viveram.
Estas imagens são mais do que lembranças. São documentos históricos, testemunhos de uma época e uma janela para o passado de Santana do Ipanema.
Japson foi um cronista visual de Alagoas. Fotografou Maceió, o interior e acontecimentos políticos, sociais, religiosos e culturais. Seu trabalho ajudou a preservar a memória de um estado em transformação.
Ao olhar estas fotografias, podemos caminhar pelas ruas de 1958, reconhecer lugares e imaginar as histórias de quem aparece nelas.
O tempo passou. A cidade mudou. Gerações se sucederam. Mas a fotografia permaneceu.
Santana do Ipanema, 1958. Um passado registrado pela lente de Japson Macêdo de Almeida. Uma memória que atravessou décadas e hoje retorna diante dos nossos olhos.
Fotografias: Japson Macêdo de Almeida.
Acervo: Arquivo Público de Alagoas – APA.
Porque uma cidade pode mudar… mas sua história não pode ser apagada.
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Redação com Fernando Valões




