Copacabana vai tremer: Shakira é confirmada no ‘Todo Mundo no Rio 2026’

Shakira é a grande estrela do festival Todo Mundo no Rio 2026

A estrela colombiana foi confirmada como a atração principal do festival Todo Mundo no Rio, que promete parar a Praia de Copacabana no dia 2 de maio. O evento gratuito, idealizado pelo prefeito Eduardo Paes, consolida-se como um marco global após receber Madonna (2024) e Lady Gaga (2025). Além de Shakira, o palco carioca contará com um show de abertura, cujo artista ainda será anunciado. A confirmação oficial veio através das redes sociais de Paes na manhã desta quinta-feira (12).

O espetáculo fará parte da aclamada digressão “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour”, que curiosamente teve seu pontapé inicial no próprio Rio de Janeiro, em fevereiro do ano passado. Aquela apresentação marcou o retorno triunfal da cantora ao Brasil após oito anos, dando início a uma turnê de 44 datas.

O Fenômeno das Multidões

O “Todo Mundo no Rio” tornou-se sinônimo de recordes. Em 2024, Madonna atraiu 1,6 milhão de pessoas, o maior público de sua carreira. No ano passado, Lady Gaga elevou o patamar, reunindo 2,1 milhões de fãs nas areias de Copacabana — o quinto maior show da história mundial.

Apesar de debates nas redes sociais sobre o peso da artista em comparação às antecessoras, a expectativa é de ocupação máxima. “A antecipação do anúncio e a força de Shakira na América Latina garantem o sucesso. Esperamos uma invasão de turistas da região, especialmente argentinos”, afirmou Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO, ao Diário do Turismo.

Conexão Latina e os Bastidores Políticos

A escolha de Shakira não foi apenas musical, mas um movimento estratégico. Recentemente, Eduardo Paes brincou nas redes sociais sobre “sonhar” com nomes como U2, Justin Bieber e Paul McCartney. No entanto, o cenário mudou após o impacto global de Bad Bunny no Super Bowl. A apresentação do porto-riquenho, carregada de simbolismo latino, foi citada pelo prefeito como o fator determinante para escolher uma sucessora latina para as americanas Madonna e Gaga.

Em um ano de eleições presidenciais, o evento também ganha contornos políticos. Paes, aliado do atual presidente Lula da Silva, utiliza a força dos eventos populares como vitrine. A valorização da cultura latina alinha-se ao discurso de independência regional defendido pelo governo federal. Por outro lado, a oposição já se manifestou: Eduardo Bolsonaro criticou a estética de apresentações como a de Bad Bunny, classificando o movimento como “lacração”, sinalizando que o palco de Copacabana será também um campo de debate ideológico em 2026.

Redação