Bons tempos eram aqueles de andar pelas ruas de Santana do Ipanema e, sem aviso prévio, esbarrar com verdadeiras lendas vivas da cultura local. Era quase como trocar de canal… só que ao vivo, em plena calçada.
E quando a noite caía, ah… os encontros sociais viravam verdadeiros espetáculos. Não precisava ingresso, nem palco — bastava estar no lugar certo, na hora certa.
Em um desses momentos memoráveis, lá pelo ano de 2012, eis que surge a dupla: o jornalista Antônio Noya, figura conhecida por suas histórias e presença marcante, e ninguém menos que a dama do teatro santanense, Albertina Nepomuceno Agra.
Cena montada. Luz imaginária. Plateia dispersa.Albertina, com sua elegância e olhar afiado de quem já viu muitos atos da vida, conversava com Noya… sobre tudo. Filosofia, cotidiano, e claro — “a vida alheia de algumas figuras presentes”. Mas calma! Tudo isso, evidentemente, em tom artístico. Afinal, fofoca ali? Jamais! Aquilo era, sem dúvida, um ensaio teatral improvisado… ou pelo menos era o que eles diriam.
E como esquecer que, anos antes, Noya fez história ao lado do também jornalista Deivis Portela? A dupla, lá nos anos 80, ajudou a impulsionar o turismo de Maceió, mostrando que jornalismo também pode ser roteiro de viagem.
Hoje, fica a pergunta no ar — quase um suspense digno de novela:
Será que Antônio Noya ainda circula entre os “traidores” das rodas sociais, coletando histórias e distribuindo boas risadas?
E dona Albertina… ah, essa certamente já garantiu lugar na plateia celestial, talvez organizando novos espetáculos entre anjos curiosos. Por aqui, deixou saudade — e muitas histórias que continuam vivas, sendo contadas (e aumentadas, claro) em cada esquina.
Fernando Valões




