Eleições em AL: Polícia Militar registra crimes eleitorais em Palmeira dos Índios e Carneiros

Eleitor grava vídeo durante votação e assina TCO em Palmeira dos Índios (AL)

Um eleitor assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) após gravar um vídeo no momento em que votava na urna eletrônica, neste domingo (25), no bairro São Luiz, em Palmeira dos Índios, interior de Alagoas. A conduta foi registrada pela Polícia Militar como violação do sigilo do voto.

De acordo com o 10º Batalhão da Polícia Militar (10º BPM), a guarnição foi acionada para averiguar o caso durante o segundo turno das eleições. Ao chegarem à seção eleitoral, os policiais confirmaram que o eleitor havia registrado a votação em vídeo — prática expressamente proibida pela legislação eleitoral para assegurar o segredo do voto.

Orientado pelos mesários, o homem apagou a gravação imediatamente. Diante dos fatos, a equipe policial adotou os procedimentos legais e lavrou o TCO no próprio local.

Nota da Polícia Militar na íntegra:

“A Polícia Militar de Alagoas, por meio do 10º Batalhão (10º BPM), informa que foi acionada para averiguar uma ocorrência de violação do sigilo do voto, registrada no bairro São Luiz, no município de Palmeira dos Índios, neste domingo (25).

No local, a guarnição constatou que um eleitor gravou um vídeo durante o processo de votação, conduta proibida pela legislação eleitoral. Ao ser alertado pela equipe de mesários sobre a irregularidade, o cidadão apagou o registro em vídeo de imediato.

Diante da constatação dos fatos, a equipe policial adotou os procedimentos cabíveis e lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) no local.”

Outras ocorrências no interior do estado

Mesárias são detidas por suspeita de propaganda irregular em Carneiros

Também no domingo (25), duas mesárias foram detidas em flagrante sob a suspeita de realizarem propaganda eleitoral irregular em prol do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no município de Carneiros, no Sertão alagoano. A irregularidade foi apontada por eleitores, que denunciaram adesivos políticos fixados nos aparelhos celulares das mesárias.

A promotora de Justiça Dalva Tenório, do Ministério Público Eleitoral, acompanhou a ocorrência e acionou as autoridades. Conforme os relatos, uma das trabalhadoras tentou esconder um adesivo após amassá-lo, enquanto a outra alegou que o material político estava configurado como plano de fundo de seu celular.

Ambas foram substituídas na seção eleitoral e encaminhadas à delegacia da região para os procedimentos cabíveis. O caso segue sob apuração das autoridades eleitorais.

Redação com agências