Manifestantes levaram míssil inflável com mensagem a Donald Trump e exibiram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel durante ato em SP
Manifestantes que participaram do ato em apoio ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), neste domingo (18), na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), exibiram um míssil inflável com uma mensagem dirigida ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo um ataque nuclear contra o Brasil.
A frase estampada no objeto era “Trump, jogue uma bomba nuclear no Brasil”, correspondente à expressão em inglês “Trump nuke Brazil”. O míssil foi carregado por apoiadores durante a manifestação.
Além do objeto, participantes do ato exibiram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel. Os símbolos foram levados ao evento, apesar de a organização ter pedido que os manifestantes evitassem bandeiras de países estrangeiros.
Flávio poupou a voz para debate com Lula
Segundo o Metrópoles, durante a manifestação, Flávio cumprimentou apoiadores e dançou ao som de músicas com letras críticas ao adversário. Antes do encerramento, fez uma breve declaração e afirmou que pouparia a voz para o debate com Lula, marcado para a noite deste domingo (18).
“Quero vocês na televisão assistindo ao debate, onde eu vou ter a oportunidade de esfregar os crimes que ele cometeu contra a nossa nação”, disse o candidato, referindo-se ao presidente.
“O Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo, porque Flávio Bolsonaro está chegando”, acrescentou. Em seguida, repetiu o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, associado à trajetória política de seu pai, o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL).
Autoridades acompanharam o ato
Também participaram da manifestação o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e os senadores recém-eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Estiveram presentes ainda Lucas Pavanato (PL) e Eduarda Campopiano (PL), eleitos, respectivamente, para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa de São Paulo em 2026.
Atiradores de elite da Polícia Militar de São Paulo acompanharam a manifestação posicionados em edifícios da região. Segundo a corporação, não houve registro de incidentes. Um vídeo gravado por um participante mostrou um atirador com a arma posicionada no alto de um prédio.




