O setor sucroalcooleiro alagoano- que reúne as grandes fortunas da nossa elite branca- chora em busca dos seios fartos da Viúva estatal: prevê safra de “apenas” 15 milhões de toneladas de cana de açúcar para 2017/2018.
Uma ninharia porque o modelo de usina em Alagoas é uma velharia: herdeiro do grande latifúndio de passado escravagista, não apenas destrói a saúde de quem trabalha na lida- e isso é comprovado cientificamente- como também sempre teve apoio do Estado e de municípios miseráveis (nos quais estão instaladas), apesar dos herdeiros defenderem menor interferência estatal na economia.
Contradição? Que nada. Menos interferência estatal para os outros.
Como quem chora mama, os usineiros alagoanos aumentam suas fortunas pagando cada vez menos impostos.
Estimativa é que o setor sucro-alcooleiro deixe de pagar, este ano, R$ 292,8 milhões aos cofres alagoanos.
E como os usineiros investem nas próprias lamúrias, eles prometem mamar ainda mais nas tetas da pobre Alagoas.
Em 2018, a projeção é que eles deixem de pagar R$ 322,1 milhões.
E esta renúncia fiscal só cresce- como se percebe.
Em 2013, os usineiros deixaram de pagar R$ 200 milhões. Ano seguinte? não pagaram R$ 220 milhões.
Justificativa? A crise. Ah essa crise que se arrasta desde os sumérios…
Lembrando: os usineiros- até um passado bastante recente, como mostrou este blogueiro, eram os maiores devedores de luz em Alagoas. Não pagavam para a Ceal e ainda entravam na Justiça para evitar a ação dos alicates nas usinas.
Melhor: a Justiça concedia liminares para eles não pagarem o que deviam.
Um achincalhe ao amigo leitor. Vai ele deixar de pagar sua luz ou os impostos ao Estado…
Os usineiros? Estes podem tudo. E vão muito bem, obrigado.
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