Gabriela Prioli grava vídeo sobre acusações de que teria sido paga para defender o Banco Master

Prioli nega ter recebido pagamento, mas vídeo de 2025 em que elogia o Master foi resgatado em meio à investigação sobre influenciadores pagos para defender o banco de Vorcaro e atacar o BC

Aadvogada e influenciadora Gabriela Prioli publicou nesta sexta-feira (9) um vídeo para rebater acusações de que teria sido paga para defender o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e atacar o Banco Central (BC). O pronunciamento veio após as denúncias que levaram a Polícia Federal (PF) a abrir investigação sobre contratação de influenciadores para atuar em favor do banco, já em meio ao escândalo que culminou em sua liquidação extrajudicial. Nesse contexto, internautas resgataram um vídeo gravado por Prioli em abril de 2025, no qual ela defendida a tentativa venda do Master ao Banco de Brasília (BRB).

No novo vídeo, Prioli negou que tinha sido contratada para defender o Master.

“Eu não produzi nenhum conteúdo atacando o Banco Central. Eu não fui paga para produzir nenhum conteúdo defendendo o banco nenhum (…) O que você não pode é mentir dizendo que eu recebi para produzir um conteúdo porque eu não recebi”.

Segundo ela, o material antigo foi “retirado de contexto”:

“Você não pode é pegar um vídeo de quase um ano atrás e postar como se ele tivesse relação com fatos atuais, porque ele não tem”.

O vídeo de abril e a defesa do Master

No vídeo de abril de 2025, publicado quando o Banco Master buscava vender seu controle ao BRB, a influenciadora afirmou ter ficado “intrigada e preocupada” com o noticiário negativo sobre a operação, mas rapidamente relativizou as críticas. Em determinado momento, concluiu que “não há nenhum problema aparente” com o banco e sugeriu que o “barulho” em torno do caso poderia fazer parte de uma estratégia de grandes instituições para desvalorizar ativos do Master.

Prioli também destacou a atratividade dos produtos oferecidos pelo banco, mencionando a “rentabilidade” dos CDBs e a proteção do Fundo Garantidor de Créditos, além de classificar a eventual entrada do BRB como “uma coisa boa”, por aumentar a concorrência no sistema financeiro. Embora tenha afirmado que não recomendava compra ou venda, o tom geral do vídeo foi interpretado como tranquilizador e favorável à instituição, em um momento particularmente sensível para sua imagem.

Veja o vídeo publicado por Gabriela Prioli em 2025 no qual defende o Banco Master:

“Naquele momento a gente não sabia”?

No pronunciamento desta sexta-feira, Prioli sustenta que, no início de 2025, não havia informações suficientes sobre a real situação do Master. “Lá no começo de 2025 a gente não sabia o que a gente sabe agora, o que a gente tinha eram dúvidas, muitas dúvidas”, afirmou. A versão, contudo, não se sustenta diante dos fatos.

Àquela altura, já circulavam com força rumores sobre problemas de liquidez do banco e sobre a fragilidade de seu modelo de negócios. Mais do que isso, era conhecido no setor que o Banco Central resistia a autorizar a venda do controle ao BRB, justamente por identificar riscos relevantes na operação. Ou seja, embora o escândalo criminal ainda não tivesse vindo à tona, os sinais de alerta já eram públicos e tinham destaque na mídia.

Nesse cenário, o vídeo gravado por Gabriela Prioli em abril de 2025 foi, de certa maneira, conveniente para os interesses do banco, que precisava melhorar sua imagem enquanto tentava obter a aprovação do BC para ser vendido ao BRB.

Investigação de influenciadores pagos

O novo vídeo de Gabriela Prioli foi divulgado após a Polícia Federal (PF) instaurar inquérito para apurar denúncias de que influenciadores teriam sido pagos para produzir conteúdo em defesa do Banco Master e contra o Banco Central. Prioli afirma não ter qualquer relação com esse movimento e atribui os ataques ao seu nome a disputas políticas.

“Alguns dos influenciadores que fizeram os vídeos atacando o Banco Central e cujos vídeos foram enviados como exemplo são perfis ligados à política”, disse. Segundo ela, seu nome estaria sendo usado para “desviar o foco” de outras pessoas.

“Eu tô aqui fazendo uma coisa que eu realmente não gosto, que é dar palco pra mentiras a meu respeito”, pontuou.

É importante registrar que Gabriela Prioli nega ter sido paga e, até o momento, não há prova pública de que tenha recebido recursos do Banco Master ou de intermediários. A coincidência entre o teor do vídeo de abril, o momento em que foi publicado e os interesses concretos do banco à época, contudo, vêm fazendo com que a influenciadora seja questionada por usuários das redes sociais.

Confira o novo vídeo: 

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“Naquele momento a gente não sabia”?

No pronunciamento desta sexta-feira, Prioli sustenta que, no início de 2025, não havia informações suficientes sobre a real situação do Master. “Lá no começo de 2025 a gente não sabia o que a gente sabe agora, o que a gente tinha eram dúvidas, muitas dúvidas”, afirmou. A versão, contudo, não se sustenta diante dos fatos.

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Nesse cenário, o vídeo gravado por Gabriela Prioli em abril de 2025 foi, de certa maneira, conveniente para os interesses do banco, que precisava melhorar sua imagem enquanto tentava obter a aprovação do BC para ser vendido ao BRB.

Investigação de influenciadores pagos

O novo vídeo de Gabriela Prioli foi divulgado após a Polícia Federal (PF) instaurar inquérito para apurar denúncias de que influenciadores teriam sido pagos para produzir conteúdo em defesa do Banco Master e contra o Banco Central. Prioli afirma não ter qualquer relação com esse movimento e atribui os ataques ao seu nome a disputas políticas.

“Alguns dos influenciadores que fizeram os vídeos atacando o Banco Central e cujos vídeos foram enviados como exemplo são perfis ligados à política”, disse. Segundo ela, seu nome estaria sendo usado para “desviar o foco” de outras pessoas.

“Eu tô aqui fazendo uma coisa que eu realmente não gosto, que é dar palco pra mentiras a meu respeito”, pontuou.

É importante registrar que Gabriela Prioli nega ter sido paga e, até o momento, não há prova pública de que tenha recebido recursos do Banco Master ou de intermediários. A coincidência entre o teor do vídeo de abril, o momento em que foi publicado e os interesses concretos do banco à época, contudo, vêm fazendo com que a influenciadora seja questionada por usuários das redes sociais.

Confira o novo vídeo: 

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