Regime da República Islâmica não confirmou, mas inteligência de Telavive já teria informações até sobre retirada do corpo dos escombros da área atingida
O governo de Israel confirmou oficialmente, neste sábado (28), a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Segundo pronunciamento do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o óbito ocorreu em decorrência de um bombardeio de precisão executado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) contra um complexo fortificado em Teerã.
A confirmação da morte, de acordo com o gabinete israelense, é sustentada por dados técnicos e operacionais do Mossad. O serviço de inteligência de Telavive afirma ter monitorado o momento exato do impacto e a subsequente operação de resgate realizada por forças iranianas, que teria retirado o corpo de Khamenei dos escombros do edifício atingido.
Execução e Inteligência
A operação foi descrita pelas autoridades de Israel como o resultado de meses de monitoramento dos serviços de inteligência do Estado judeu. O Mossad teria identificado a localização exata do bunker subterrâneo onde o líder máximo do Irã se encontrava, nos arredores da capital Teerã.
Com o início da ofensiva deste sábado (28), um míssil específico para perfuração de solos que destrói bunkers foi disparado para atingir Khamenei, que tinha 86 anos.
Posicionamento de Telavive
Benjamin Netanyahu declarou que a eliminação de Khamenei representa a “desarticulação total da cabeça do regime”. O governo israelense faz questão de enfatizar que a informação sobre o óbito é definitiva, baseada em fontes humanas e sinais de inteligência captados no local do bombardeio.
Até o momento, o regime da República Islâmica não confirmou oficialmente a morte, tratando as declarações de Israel como “guerra psicológica”. No entanto, Telavive reitera que os dados sobre a retirada do cadáver da área de impacto são precisos e que o vácuo de liderança em Teerã já é uma realidade operacional observada pelo Mossad.
Redação com agências




