Projeto envolve o resgate social e urbano de áreas antes negligenciadas, como o Vale do Reginaldo
Secom Maceió
O prefeito JHC e o vice, Rodrigo Cunha, entregaram, neste sábado (04), a maior obra urbana e ambiental da história de Alagoas: o Renasce Salgadinho. O projeto resgata um dos principais cursos de água natural que corta a capital, usado por pescadores e banhistas no passado, mas que por décadas recebeu esgoto doméstico sem tratamento, devido ao crescimento desordenado da cidade. Hoje, a população colhe o resultado de cinco anos de trabalho da prefeitura, que reurbanizou o entorno do riacho e impediu o despejo de poluição no mar da Praia da Avenida.
“Que alegria ver, talvez, a obra mais desafiadora, mais complexa da nossa história ser concluída e entregue para a população. Um problema explorado eleitoralmente por muito tempo. Só que quando o Renasce Salgadinho renasce, renasce também a esperança de um povo. Porque se nós conseguimos resolver este projeto, assim como o Parque da Lagoa, a Rota do Mar, o Vale do Reginaldo, é porque nós tivemos compromisso e responsabilidade com as pessoas que acreditaram em nós lá atrás”, afirmou JHC.
Para que a transformação fosse possível, foi necessário um amplo trabalho de saneamento. Cinco Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) foram construídas para conter o despejo de esgoto no mar. Elas têm a missão de receber a água suja e bombeá-la até uma estação de tratamento da BRK, que conduz o fluido tratado até o emissário submarino para o lançamento no mar da Praia do Sobral. Neste trabalho de saneamento foram utilizados 7,4 km de tubulação, com intervenções em toda a bacia hidrográfica do Riacho Salgadinho, que abrange os córregos Sapo, Gulandi, Reginaldo, Águas Férreas e Pau D’Arco.
“As pessoas que moram e trabalham por aqui viviam a portas e janelas fechadas por causa do mau cheiro. Se chovesse um pouco, a população já temia um grande alagamento. Isso era inaceitável. Colocamos a pauta ambiental e com ela o Riacho Salgadinho como uma de nossas prioridades. E resolvemos os problemas. Em seis anos dá pra fazer muita coisa, mas é preciso vontade, capacidade de articulação política e colocar à frente os anseios das pessoas. O Renasce é a prova disso, de que não há problema que impeça a cidade renascer”, destacou o prefeito JHC.
No que se refere à contenção de lixo no riacho, a Prefeitura de Maceió instalou ecobarreiras em pontos estratégicos do córrego. O equipamento forma um cinturão flutuante de proteção, capaz de deter resíduos descartados irregularmente antes de avançarem pelas águas. O projeto também conta com a instalação de áreas verdes que absorvem e tratam a água da chuva, usada como um sistema natural de irrigação de plantas. A iniciativa, chamada de jardim filtrante, diminui riscos de alagamentos e se estende a mais de 500 metros pelo Renasce.
Urbanização
Além dos trabalhos de saneamento, infraestrutura e preservação ambiental, o Renasce Salgadinho ganhou um enorme projeto de urbanização e mobilidade. São aproximadamente quatro quilômetros de ciclovia e mil metros de calçadão que contornam o novo Parque Linear Douglas Lins de Araújo. O espaço de lazer e convívio tem mais de três hectares, tamanho equivalente a quatro campos de futebol, e conta com academia ao ar livre, parque infantil, fontes interativas de água e mobiliários modernos. O local também está arborizado com o plantio de 300 árvores entre palmeiras, ipês, goiabeiras e pata-de-vaca.
“As pessoas brincam nas redes sociais de que tudo é inteligência artificial, mas não: é a realidade acontecendo em Maceió, está aí para todo mundo ver. O que mais me alegra com a obra do Renasce Salgadinho é entender de uma vez por todas que a promessa de mudança feita por nós, lá no primeiro mandato, agora ninguém nos tira. Nosso legado está por toda parte da cidade. E todas essas transformações aconteceram porque nós tivemos o povo ao nosso lado e um time de pessoas competentes”, pontuou JHC.
E completou: “eu sempre dizia aos meus secretários que para trabalhar comigo tem que gostar de gente, tem que gostar do povo, tem que parar para escutar as pessoas. Secretário de gabinete não funciona, prefeito de gabinete também não. A prefeitura não acontece em um prédio, acontece onde o prefeito está, onde o povo está, onde as decisões são tomadas. Este nosso comportamento virou política de estado”.




