Justiça mantém prisão de pré-candidato a deputado em investigação sobre crime organizado em AL

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) negou o pedido de liminar em habeas corpus feito pela defesa de Patrick de Almeida Silva, o “PTK”. Com a decisão, o influenciador digital e pré-candidato a deputado federal segue em prisão preventiva, mantida desde 3 de junho de 2026.

O relator do processo, desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior, destacou na decisão que, em análise preliminar, não foi identificado constrangimento ilegal que justificasse a soltura imediata. O mérito do recurso ainda será apreciado pela Câmara Criminal.

Ligação com organização criminosa PTK foi detido em uma operação da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) que apura os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação aponta uma suposta relação do pré-candidato com o Comando Vermelho. Durante a ação policial, foram apreendidos R$ 20 mil em espécie, dois celulares, anéis de ouro e um pendrive.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL), áudios obtidos com autorização judicial citam conversas do líder da facção em Alagoas, conhecido como “Nem Catenga”, fazendo menção a apoio político a PTK. A suspeita é de que o grupo busque expandir sua influência no estado por meio de candidaturas aliadas.

A operação cumpriu mandados expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital em Maceió, Marechal Deodoro e no Rio de Janeiro.

Argumentos da defesa e decisão A defesa alegou falta de justa causa, fragilidade nas provas, ausência de perícia vocal e irregularidades na custódia de dados digitais, solicitando a substituição da prisão por medidas cautelares.

No entanto, o desembargador ressaltou que a prisão preventiva exige apenas prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, sem necessidade de comprovação definitiva nesta fase. Por se tratar de um caso complexo, o magistrado entendeu que as alegações da defesa demandam uma análise mais aprofundada, incompatível com o pedido liminar.

Com o indeferimento, PTK permanece no sistema prisional. O processo aguarda parecer da Procuradoria de Justiça para o julgamento final do mérito.

Redação com assessoria