CNJ apura conduta de desembargador do TJAL após diligência da Polícia Federal
O gabinete do desembargador Carlos Cavalcanti de Albuquerque Filho, vice-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), foi alvo de uma diligência da Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (13). A ação ocorreu na sede do tribunal, no Centro de Maceió, como parte de uma fiscalização da Corregedoria Nacional de Justiça.
O foco da investigação Segundo nota da Corregedoria, a medida visa auditar a regularidade de processos sob a relatoria do magistrado, com atenção especial ao setor sucroalcooleiro. O ponto central é o processo da Massa Falida da Usina Laginha. Recentemente, uma decisão autorizou a liberação de aproximadamente R$ 332 milhões destinados a herdeiros, instituições financeiras e escritórios de advocacia — movimento que agora está sob análise.
Como funcionará o procedimento Os trabalhos são conduzidos por uma equipe de magistrados auxiliares da Corregedoria Nacional. O grupo tem pleno acesso a:
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Sistemas processuais do tribunal;
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Documentos físicos e digitais;
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Dependências das unidades judiciárias.
O objetivo é verificar se os ritos e deveres da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) foram rigorosamente seguidos, assegurando a imparcialidade do Judiciário. Ao final da inspeção, será elaborado um relatório detalhado. Caso sejam confirmadas falhas, serão indicadas as providências administrativas ou disciplinares cabíveis.
Posicionamento das instituições Em resposta, o Tribunal de Justiça de Alagoas afirmou que o processo tramita em segredo de Justiça e, por esta razão, não fornecerá detalhes adicionais.
Já a Polícia Federal esclareceu que sua atuação no local limitou-se ao apoio logístico e de segurança à equipe da Corregedoria Nacional, sem participação direta nas investigações de mérito até o momento.
Redação




