Luciano Hang, o véio da Havan, fez coro com o deputado e criticou o fim da escala 6×1: “menos trabalho não é mais dignidade, é mais desemprego”, afirmou o empresário bolsonarista, que será obrigado a contratar mais funcionários.
Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), braço político de Silas Malafaia, atacou frontalmente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no país e defendeu um modelo em que os trabalhadores recebam por hora, sem quaisquer dúvidas direitos e muito distante das dezenas de penduricalhos recebidos pelos parlamentares.
“A PEC originária da Erika Hilton tem vícios, inclusive erros de matemática nos cálculos. Não dava para votar aquele texto. Quando ele apenas faz a admissibilidade, se for admitido na CCJ, vai para uma comissão especial. Essa comissão especial terá suas sessões e amplo debate. Este é um ano com muitos feriados, com Copa do Mundo e com eleição. Então, a gente espera que possa avançar ao longo do ano. Não sabemos qual será o calendário disso tudo e quando vamos conseguir”, afirmou o deputado, flagrado pela Polícia Federal com cerca de R$ 430 mil dentro de sacos no apartamento funcional utilizado por ele em Brasília.
Outro bolsonarista, Luciano Hang, o véio da Havan, fez coro com o deputado e criticou o fim da escala 6×1, que o obrigará a contratar mais funcionários em sua rede de lojas.
“Fim da escala 6×1: menos trabalho não é mais dignidade, é mais desemprego”, afirmou, ecoando a fala de Jair Bolsonaro (PL) que, ao ser eleito, prometeu “menos direitos e mais empregos” – e não entregou os empregos prometidos.
CCJ
Nesta segunda-feira (9), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ncaminhou à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no país.
Motta explicou que, ao encaminhar o texto para CCJ e, na sequência, para a comissão especial, o objetivo é amadurecer a proposta e medir os impactos dessa redução na economia brasileira. Ele negou que seja uma forma de protelar a discussão.
“Será a oportunidade de ouvir a todos e será tomada de maneira equilibrada. Não tenho dúvida do comprometimento dos partidos”, afirmou o presidente.
A CCJ deve analisar duas propostas que tramitam apensadas: a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP); e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
O colegiado vai analisar a admissibilidade dos textos. Se for aprovada, a proposta segue para análise de uma comissão especial.
Com informações da Agência Câmara de Notícias




