“Língua de Covid”: Conheça o sintoma raro que afeta a boca

Além da tosse: Entenda o que é a “Língua de Covid” e como identificá-la

A infecção por SARS-CoV-2 pode se manifestar de formas variadas. Além dos sinais habituais, existem sintomas orais que podem passar despercebidos, mas que têm afetado um número crescente de pacientes. Essa condição, apelidada de “língua de Covid”, exige atenção redobrada.

O que é a “língua de Covid”?

Embora a tosse persistente e a perda de paladar ou olfato sejam os sintomas mais conhecidos, estudos realizados desde 2020 revelam que alterações na língua e na boca são indicadores relevantes da infecção.

De acordo com o médico Tim Spector, “uma em cada cinco pessoas com Covid apresenta sintomas menos comuns que não constam na lista oficial”. O especialista destaca o surgimento de manchas brancas, úlceras (aftas) incomuns e inchaço na cavidade bucal.

Outros sintomas orais relatados incluem:

  • Boca seca (xerostomia);

  • Candidíase oral (o famoso “sapinho”);

  • Sensibilidade ou dor ao mastigar;

  • Inchaço e feridas nos lábios.

Segundo especialistas, essas manifestações costumam desaparecer com a recuperação da doença, embora possam persistir por até duas semanas após o teste negativo.

Covid, Gripe ou Resfriado: Como distinguir no inverno?

Com o tempo frio, a distinção entre a Covid-19, a gripe e o resfriado comum torna-se mais complexa. O médico de família David M. Cutler reforça que os sintomas de base permanecem semelhantes aos observados desde o início da pandemia, variando entre casos leves (ou assintomáticos) e quadros mais graves.

Sinal de Alerta: A falta de ar é um indicativo de infecção grave e exige procura imediata por assistência médica.

Novas variantes e a “garganta de lâmina”

Apesar de os sintomas gerais (febre, fadiga e congestão nasal) se manterem, as variantes mais recentes trouxeram particularidades. A médica Bernadette Boden-Albala destaca que há uma prevalência de dor de garganta intensa, frequentemente descrita pelos pacientes como a sensação de ter uma “lâmina de barbear” na garganta.

No geral, a semelhança entre os vírus respiratórios torna o diagnóstico visual difícil. “Não existe um sintoma único que diferencie claramente uma doença da outra”, explica o médico Suraj Saggar, recomendando a testagem como a forma mais segura de diagnóstico.

Redação