Após a vitória nas eleições de 2026, o PT iniciou uma arrecadação online com meta de R$ 7 milhões para quitar as despesas da candidatura presidencial de Lula, utilizando contribuições de R$ 13 via Pix.
O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou uma campanha de arrecadação pela internet com o objetivo de reunir R$ 7 milhões para pagar as despesas restantes da disputa eleitoral de 2026. Após a vitória no segundo turno presidencial, a legenda passou a solicitar contribuições por Pix no valor de R$ 13, referência ao número do partido nas urnas, buscando assim fechar as contas da campanha.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha presidencial de Lula custou R$ 93 milhões, valor abaixo do limite de R$ 133 milhões definido para a disputa. No total, a candidatura arrecadou aproximadamente R$ 129 milhões durante o período eleitoral.
- Meta da vaquinha do PT: R$ 7 milhões para quitar débitos da campanha.
- Custo total da candidatura de Lula: R$ 93 milhões, abaixo do teto legal de R$ 133 milhões.
- Líder do fundo eleitoral: PL recebeu R$ 881 milhões; PT ficou em 2º com R$ 615 milhões.
- Flávio Bolsonaro parou de arrecadar após a derrota, tendo recebido R$ 1,26 milhão.
- Renan Santos, candidato do Missão, foi o segundo em vaquinha com R$ 2,5 milhões.
Estratégia de financiamento e recursos do fundo eleitoral
A mobilização retoma uma estratégia de financiamento coletivo que o PT e outros candidatos utilizaram durante o período eleitoral. Desse total de R$ 129 milhões arrecadados, R$ 123 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Neste ano, o PT recebeu R$ 615 milhões do fundo eleitoral, ocupando a segunda posição, atrás apenas do PL, que obteve R$ 881 milhões.
Outras fontes de renda da candidatura
Além do fundo eleitoral, outras fontes contribuíram para financiar a campanha de Lula. Cerca de R$ 1,3 milhão teve origem no fundo partidário comum do PT. Outros R$ 4,1 milhões foram arrecadados por meio de doações diretas de apoiadores à conta da candidatura, todas registradas no TSE.
Histórico de vaquinhas virtuais em eleições anteriores
A Justiça Eleitoral permite campanhas de financiamento coletivo desde 2017. O mecanismo já foi utilizado nas eleições de 2018, quando a candidatura de Lula foi barrada, mas ainda conseguiu arrecadar R$ 1,5 milhão. Em 2022, a estratégia voltou a ser adotada, resultando em R$ 6,8 milhões em contribuições.
Desempenho dos adversários nas arrecadações online
Nas eleições deste ano, outros candidatos também recorreram às vaquinhas para ampliar seus recursos. Renan Santos, do Partido Missão, recebeu R$ 2,5 milhões de 37.810 doadores. Já Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula, havia reunido R$ 1,26 milhão de aproximadamente 20,5 mil apoiadores, mas interrompeu a campanha de arrecadação após a derrota eleitoral.
Outros concorrentes também utilizaram o financiamento coletivo, mas com resultados menores. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) arrecadou apenas R$ 8,1 mil. Augusto Cury (Avante), escritor e psiquiatra, recebeu R$ 13,5 mil. Samara Martins (UP), por sua vez, conseguiu reunir R$ 90,6 mil em doações.




