Noite violenta em Arapiraca, dois homicidios durante à noite de terça-feira (16)

A cidade de Arapiraca passou por uma noite  violenta nesta terça-feira (16), em um intervalo de poucas horas, dois homicídios com características de execução foram registrados em bairros distintos, expondo a audácia de criminosos e o sentimento de impotência da população.

Execução à Porta de Casa

No Residencial Vale da Perucaba, a vítima foi Welson Silva Carlos de Lima, de 31 anos. O crime seguiu um roteiro cruel: Welson foi chamado à porta e, ao atender, foi recebido por uma chuva de disparos. Mesmo tentando escapar para o interior da residência, ele sucumbiu aos ferimentos na cabeça. O cenário — um homem morto no chão da própria sala — é o retrato fiel da insegurança que invade até o refúgio das famílias arapiraquenses.

Morte em Momento de Lazer

O outro  homicídio  ocorreu no bairro Primavera. Erisvaldo Silva dos Santos foi executado com cerca de oito tiros enquanto jogava “fubica” com amigos na Rua Pedro Álvares Cabral.

Por volta das 21h16, a violência interrompeu a tranquilidade das proximidades da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Primavera. A vítima — que segundo relatos jogava “fubica” no momento da abordagem — foi alvejada por diversos disparos de arma de fogo. O método utilizado pelos assassinos aponta para uma ação coordenada: os autores chegaram em uma caminhonete Fiat Toro de cor escura, abriram fogo e fugiram rapidamente, tomando destino ignorado antes que qualquer reação pudesse ser esboçada.

O homem morreu no local, sem chance de socorro médico. O contraste entre a proximidade de uma unidade de saúde e a letalidade do ataque serve como uma metáfora cruel da realidade atual: a morte chega mais rápido do que qualquer auxílio do Estado.

A Polícia Militar, através do 3º Batalhão, foi acionada e isolou a área, mas o trabalho dos agentes limitou-se ao protocolo de preservação da cena para a chegada dos peritos e do IML. A população, amedrontada, assiste a um padrão que se repete: crimes violentos cometidos à luz de refletores públicos, com veículos potentes e sem qualquer receio de identificação.

Redação