Claudia, Marcos e Rafael foram encontrados mortos dentro do imóvel; polícia investiga a dinâmica e a possível motivação da tragédia
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) foi acionada depois que moradores perceberam que a família não era vista havia aproximadamente três dias. Os vizinhos chegaram a bater na porta do imóvel, mas não tiveram resposta. Diante da ausência, um chaveiro foi chamado para abrir a porta e os três corpos foram encontrados.
A principal suspeita levantada inicialmente é de que Marcos tenha matado a esposa e o filho com golpes de arma branca e, posteriormente, tirado a própria vida. No entanto, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) ressalta que essa versão ainda não está confirmada e que outras hipóteses são investigadas. Quem são as vítimas? As vítimas foram identificadas como: Claudia Hitomi Shimada Furuyama, 57 anos; Marcos Furuyama, 58 anos; Rafael Furuyama, 23 anos. Claudia era médica pediatra e trabalhava havia mais de 20 anos na UBS CSU, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
A morte dela provocou comoção entre mães e antigos pacientes, que publicaram homenagens nas redes sociais e destacaram o carinho e a dedicação da profissional no atendimento às crianças. A família seria natural de São Paulo. Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, Rafael Furuyama, de 21 e Marcos Furuyama, de 50. Família encontrada morta em Curitiba. Foto: Reprodução/Redes sociais. Como a família foi encontrada? Segundo o delegado Ivo Viana, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os três corpos estavam em cômodos diferentes do apartamento.
Duas vítimas foram encontradas em um quarto, enquanto a terceira estava em outro cômodo. As vítimas apresentavam ferimentos provocados por arma branca, principalmente nas regiões do abdômen e do peito. Também foram identificadas perfurações nas costas. Segundo a polícia, todos apresentavam mais de um ferimento. Uma faca e um punhal/canivete foram recolhidos no apartamento. Os objetos serão submetidos à perícia para identificar, entre outros pontos, de quem seria o sangue encontrado nas armas. “É muito cedo ainda para a gente adiantar como os fatos aconteceram dentro do imóvel”, afirmou o delegado Ivo Viana. A investigação sobre a família encontrada morta no Água Verde deve avançar nos próximos dias com a realização de uma série de exames periciais.
Foto: Cristiano Vaz/ Banda B Porta estava trancada por dentro Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores é que a porta do apartamento estava fechada com a chave pelo lado de dentro e não havia sinais de arrombamento ou de desorganização no imóvel. Por isso, neste momento, a possibilidade de uma invasão externa é considerada pouco provável. Ainda assim, a Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese até concluir os exames e demais diligências.
O apartamento também tinha um cachorro. O animal estava em um cômodo externo e acabou entrando em outra parte do imóvel quando a porta do corredor foi aberta. Família enfrentava problemas financeiros? Moradores relataram que a família estaria passando por problemas financeiros e que o apartamento poderia estar em situação de penhora. A informação, porém, ainda não foi confirmada oficialmente.
O delegado Ivo Viana afirmou que a polícia recebeu esse relato de maneira informal e que irá verificar se a situação realmente existia e, principalmente, se poderia ter alguma relação com as mortes. “A gente não descarta. São informações que chegaram ao nosso conhecimento, mas elas são informais”, explicou o delegado. Portanto, até o momento, não é possível afirmar que eventuais dificuldades financeiras tenham motivado a tragédia. Quando as mortes aconteceram? Outro mistério que ainda precisa ser esclarecido é quando exatamente Claudia, Marcos e Rafael morreram. Família foi encontrada morta dentro de apartamento no Água Verde, em Curitiba.

Foto: Cristiano Vaz/Banda B
Os vizinhos afirmaram que a família não era vista havia aproximadamente três dias, mas a Polícia Civil ainda não conseguiu estabelecer o dia e o horário exatos das mortes. Os exames de necropsia e a perícia no apartamento devem ajudar a determinar esse período. O que a polícia ainda investiga? A investigação está em fase inicial.
A Polícia Civil pretende analisar câmeras de segurança do condomínio, verificar quem acessou o apartamento nos últimos dias e ouvir moradores, familiares e pessoas próximas às vítimas. Também serão analisados os objetos encontrados no imóvel, além de materiais coletados durante a perícia e exames de necropsia e material genético.

A partir dessas informações, os investigadores esperam reconstruir a dinâmica das mortes e descobrir o que aconteceu dentro do apartamento. O que está confirmado até agora Três integrantes da mesma família foram encontrados mortos no Água Verde. As vítimas são Claudia, de 57 anos; Marcos, de 58; e Rafael, de 23. Os três tinham ferimentos provocados por arma branca. Uma faca e um punhal/canivete foram recolhidos.
Os corpos estavam em cômodos diferentes do apartamento. Não havia sinais aparentes de arrombamento ou de luta no imóvel. A família não era vista havia aproximadamente três dias. A polícia ainda não confirmou a dinâmica nem a motivação das mortes. A hipótese de que o pai matou a esposa e o filho e depois tirou a própria vida é investigada. A suposta situação de penhora do apartamento e os problemas financeiros ainda precisam ser confirmados. Câmeras, perícias e depoimentos serão usados para esclarecer o caso.
Redação combandab.com.br




