Fabiano Zettel foi preso tentando fugir para Dubai; ele é um dos alvos da operação Compliance Zero
Odono do Banco Master, Daniel Vorcaro, voltou a ser alvo da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (14), na segunda fase da Operação Compliance Zero, a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF). Seu cunhado, o empresário Fabiano Zettel, está entre os alvos da operação, e foi preso tentando fugir para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A PF cumpre um total de 42 mandados de busca e apreensão, e já foram bloqueados recursos no total de R$ 5,7 bilhões. Além de Vorcaro e do cunhado, Zettel, são alvos da operação também os empresários Nelson Tanure e João Carlos Mansur.
Os mandados cumpridos se dividem em cinco estados: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Em relação aos bens e valores bloqueados, as imagens divulgadas pela PF revelam a apreensão de alguns carros do modelo BYD e Land Rover, bem como armas de fogo e relógios de luxo.
Daniel Vorcaro já havia sido preso na primeira fase da Operação Compliance Zero.
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
- A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está Daniel Vorcaro (Créditos: Divulgação, Polícia Federal)
O cunhado de Vorcaro
O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é o doador para campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jair Bolsonaro (PL). Ele passou a ser alvo ilações que buscam inseri-lo nas averiguações da CPI do INSS e contestam suas contribuições financeiras de R$ 5 milhões às candidaturas no pleito de 2022.
Unido em matrimônio a Natalia Vorcaro, irmã do financista, Zettel atua como líder religioso na igreja Lagoinha e tem se notabilizado no setor empresarial com iniciativas como a cadeia de lojas de açaí Oakberry e a rede premium de ginásios Les Cinq.
No ano de 2022, ele ocupou a sexta posição entre os contribuintes individuais mais generosos. Destinou R$ 3 milhões à tentativa de reeleição de Bolsonaro, representando o maior aporte pessoal recebido pela chapa, e outros R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio, que saiu vitorioso na eleição para o governo paulista.
O caso do Banco Master
A Polícia Federal investiga, desde 2024, a emissão de títulos de créditos falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional. O Banco Master é o principal alvo da operação.
Os investigadores estimam que as fraudes podem ter movimentado R$ 12 bilhões em falsas operações de créditos, simulação de empréstimos e negociação de carteiras de crédito com outros banco, entre eles o Banco Regional de Brasília (BRB), que também é investigado.
O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de Finanças e Controladoria do banco, Dario Oswaldo Garcia Júnior, foram afastados dos cargos que ocupam no banco.
O Banco Central decidiu liquidar extrajudicialmente o Banco Master sob o argumento de que a instituição enfrentava uma grave crise de liquidez. O argumento era de que o banco já não dispunha de recursos em caixa e ativos de fácil conversão para honrar compromissos imediatos com clientes e credores.
A decisão também ocorreu em paralelo a investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF), que apontaram indícios de fraudes no sistema financeiro envolvendo a instituição. O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso no fim do ano passado, mas foi posteriormente liberado mediante o uso de tornozeleira eletrônica.
Vorcaro foi preso na primeira fase da Operação Compliance Zero pela PF no aeroporto de Guarulhos (SP), quando se preparava para embarcar para o exterior.
No habeas corpus, os advogados alegaram que Vorcaro não tentou fugir, não ocultou patrimônio e que os bloqueios determinados pela Justiça já impediam qualquer tentativa de dilapidação de bens.
A defesa também afirmou que não há elementos que indiquem risco de interferência nas investigações, já que o empresário foi afastado de suas funções no Master. A juíza Solange Salgado, no entanto, discordou. Para ela, há risco real de prejuízo às apurações caso a prisão fosse revogada. O pedido agora seguirá para análise de um colegiado no TRF-1.
Os bens apreendidos pela PF ultrapassam os valores de R$ 30 milhões, e incluem obras de arte avaliadas em R$ 12,4 milhões e uma aeronave, em R$ 200 milhões.
Em meio às críticas, o presidente do Tribunal de Contas, Vital do Rêgo, já afirmou publicamente que não cabe ao TCU rever decisões de liquidação tomadas pelo Banco Central, sinalizando uma tentativa de arrefecer o conflito.
Contudo, na última segunda-feira (12), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reuniu com diretores e com representantes do Tribunal de Contas da União (TCU) para tratar do assunto. Depois, mais tarde, houve a retirada dos embargos de declaração que questionavam a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, que determinou uma inspeção do órgão sobre o banco Master.
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