PF prende MC Ryan SP e Poze do Rodo em operação por lavagem de dinheiro

A ação também tem como alvo o influenciador Chrys Dias e ocorre simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quarta-feira (15/4), os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo durante megaoperação que investiga esquema de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão.

A ação, batizada de Operação Narcofluxo, também tem como alvo o influenciador Chrys Dias e ocorre simultaneamente em diversos estados do país, com foco em São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo apurado, nas primeiras horas do dia, equipes da Polícia Federal cumpriram mandados na residência de Ryan. A operação mobilizou agentes em diferentes endereços ligados aos investigados.

A prisão ocorre no contexto de investigação mais ampla que apura a movimentação de recursos de origem suspeita, incluindo operações financeiras de alto valor e circulação de dinheiro em espécie.

De acordo com a PF, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores, com uso de empresas, terceiros e até transações com criptoativos.

As investigações indicam que havia movimentações no Brasil e no exterior, além de transporte de grandes quantias em dinheiro vivo.

Mais de 200 policiais federais participam da operação, que cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP) e são cumpridas em diversas unidades da Federação, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.

Também foram determinadas medidas para bloqueio de bens e restrições a empresas ligadas aos investigados, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro e preservar valores.

Durante o cumprimento das medidas, os agentes já apreenderam veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem aprofundar a investigação.

Os envolvidos poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Polícia Federal não detalhou o papel específico de cada alvo, e o caso segue sob investigação.

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