Parece que o entusiasmo das autoridades santanenses tem prazo de validade curto — mais especificamente, o tempo necessário para as fotos da abertura. Após a cerimônia oficial no palanque, o que se viu nos dias seguintes foi um espaço vazio de lideranças, mas cheio de questionamentos.
É curioso notar como o “QG” do poder se torna fantasmagórico assim que os flashes diminuem. Enquanto o povo ocupa a Praça Paulo Ferreira de Andrade, enfrentando as dificuldades e alegrias do asfalto, os políticos parecem ter escolhido o retiro em vez da presença.
A Força que Sustenta o Chão da Praça
Enquanto o palanque oficial acumulava poeira, a festa sobrevivia graças ao talento e ao suor:
Givaldo Campos abriu os caminhos com a dignidade de quem conhece o público.
A banda Tchello mostrou que a verdadeira política se faz na conexão direta com os fãs, sem a barreira de tablados de madeira.
Os ambulantes, que no segundo dia finalmente viram o fluxo de foliões aumentar, são os verdadeiros heróis dessa engrenagem. Eles não podem se dar ao luxo de “sumir” após a primeira noite; dependem de cada nota de real para fechar o mês.
O encerramento da segunda noite foi com a banda Bora-Bora. O povo de Santana do Ipanema prova, mais uma vez, que o Carnaval é uma manifestação de resistência cultural que independe da presença de figuras políticas para ter brilho.
A autoridade que só aparece para inaugurar a festa, mas não para vivenciar seus problemas e sua segurança nos dias de pico, celebra para o povo ou apenas para si mesma?
#CarnavalSantana2026#AutoridadeDePalanque#CadêOsPolíticos#ResistênciaCultural#PovoNoChãoPoderNoRetiro#SantanaDoIpanema#GestãoDeFachada#PraçaPauloFerreira#CadeEles
Redação




