Quaest: Lula ainda vence 2º turno mas distância para Flávio Bolsonaro encurta

Embora cenário de estabilidade predomine, o novo levantamento indica que o senador é o adversário que mais se aproxima do atual presidente em uma eventual disputa direta

nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança em todos os cenários de segundo turno para as eleições de 2026. No entanto, o dado que mais chama a atenção é o estreitamento da distância entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que agora é de apenas cinco pontos percentuais.

No cenário testado entre os dois, Lula aparece com 43% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. Em comparação com o levantamento de janeiro, o cenário teve pouca alteração estrutural, mas confirma uma tendência de aproximação: na última pesquisa, a diferença era de sete pontos (45% a 38%). Enquanto o senador manteve seu patamar, Lula oscilou dois pontos para baixo, no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Desempenho dos governadores

Além do embate direto com o clã Bolsonaro, a Quaest testou a força de nomes do PSD e do PSDB que buscam se viabilizar como alternativas de centro-direita. Entre eles, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), é quem apresenta o melhor desempenho, aparecendo com 35% contra 43% de Lula — uma diferença de oito pontos, ligeiramente maior que a de Flávio.

Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, agora no PSD, aparece com 32% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto Lula registra 42%. A distância de dez pontos coloca Caiado em uma posição intermediária na disputa pela preferência do eleitorado opositor.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), é o que apresenta a maior distância entre os nomes destacados. No confronto direto com o atual presidente, Leite marca 28% contra 42% de Lula, uma desvantagem de 14 pontos percentuais. No caso de Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, Lula venceria por 43% a 32%.

Consolidação da oposição

Os números reforçam que, apesar da estabilidade geral no quadro eleitoral, a polarização entre Lula e a família Bolsonaro segue como o eixo central da política nacional. Com a ausência de outros nomes da direita tradicional no topo das simulações, Flávio Bolsonaro consolida-se, no momento, como o principal herdeiro do capital político do pai e o adversário mais competitivo contra o atual governo.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 9 de fevereiro, em todo o Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Revista Forum