Sóstenes tenta lacrar em post e vira alvo de enxurrada de críticas: ‘Ladrão’

Parlamentar recebeu uma enxurrada de críticas nas redes sociais

Uma tentativa de engajamento e lacração nas redes sociais feita pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) acabou produzindo o efeito oposto ao esperado, com uma enxurrada de críticas ao parlamentar no “X” (antigo Twitter).

Na publicação, Sóstenes escreveu: “Quando você lê a palavra LADRÃO, você pensa em quem?”. Nas repostas, internautas, então, mencionaram em massa o nome do próprio Sóstenes Cavalcante, com menções aos mais de R$ 400 mil em espécie apreendidos pela Polícia Federal com ele.

Sóstenes tenta lacrar em post e vira alvo de enxurrada de críticas
Sóstenes tenta lacrar em post e vira alvo de enxurrada de críticas

O dinheiro foi encontrado quando o parlamentar foi alvo de mandado de busca e apreensão. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo da mesma ação. A operação mirou deputados e assessores de seus gabinetes por suspeita de uso irregular da cota parlamentar, verba destinada a custear despesas do mandato.

Segundo a PF, uma empresa de fachada teria sido utilizada para receber recursos públicos por meio da cota. Trata-se de uma locadora de veículos. À época, Sóstenes firmou que o dinheiro encontrado é proveniente da venda de um imóvel de sua propriedade e tem origem lícita.

Nas redes, em resposta à tentativa de lacração de Sóstenes, usuários relembraram o caso. “Eu estava com dificuldade, mas assim que a palavra “ladrão” me ocorreu, eu imediatamente pensei em você”, escreveu um usuário de nome Weverton Souza.

“Um ladrão fazendo essa pergunta dessa é no mínimo engraçado. Você.”, escreveu outro usuário, de nome Ramalho.

Deputados acionaram MPF com base em matéria do ICL sobre venda de imóvel de Sóstenes

Os deputados Kiko Celeguim (PT-SP) e Mário Maurici (PT-SP) protocolaram no último dia 7 de abril uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF), em Brasília, contra o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara.

O documento tem como base reportagem publicada pelo ICL Notícias em 25 de março, que apontou inconsistências na formalização da venda de um imóvel apresentada pelo parlamentar para justificar valores em dinheiro encontrados pela Polícia Federal.

No documento, os parlamentares afirmam que há indícios de que a operação imobiliária tenha sido usada para justificar os R$ 470 mil encontrados em espécie no apartamento do deputado durante ação da Polícia Federal. A escritura indica o pagamento de R$ 500 mil integralmente em dinheiro vivo, em 24 de novembro de 2025, sem intermediação bancária.

“Tal prática envolve Pessoa Politicamente Exposta e afronta normas de prevenção à lavagem de dinheiro”, diz um dos trechos da representação, ao apontar que operações dessa natureza são consideradas sinais de alerta em protocolos internacionais.