A violência contra mulheres e familiares segue alarmante no agreste alagoano, com diversos casos registrados em Cacimbinhas, Igaci e Palmeira dos Índios. Em todos os episódios, a Polícia Militar precisou intervir para evitar agressões físicas e até possíveis mortes, reforçando a urgência de combater esse tipo de crime.
• Cacimbinhas: Um homem de 65 anos foi preso após ameaçar sua esposa embriagado. Segundo relatos, os filhos do casal impediram que a agressão se concretizasse. O acusado foi autuado por ameaça e injúria, com base na Lei Maria da Penha.
• Igaci: Na zona rural, outro homem foi detido após ameaçar matar sua companheira e o filho com uma arma branca. Ele havia gastado dinheiro da família e, ao ser contrariado, iniciou as ameaças. Preso em flagrante, permanece à disposição da Justiça.
• Palmeira dos Índios: Em diferentes bairros, dois homens foram conduzidos à delegacia por ameaças contra mulheres. Em um dos casos, o acusado, usuário de drogas, chegou a ameaçar a companheira com uma gilete, mesmo já tendo histórico de prisão por violência doméstica. Em outro, um homem de 43 anos ameaçou de morte uma mulher de 32 anos após desentendimento com sua mãe idosa.
Esses episódios revelam um padrão preocupante: a violência doméstica, muitas vezes associada ao consumo de álcool e drogas, continua colocando em risco a vida de mulheres e crianças. Apesar das prisões, os relatos mostram que as ameaças são recorrentes e que muitas vítimas ainda convivem com medo dentro de seus próprios lares.
A repetição desses casos demonstra que a violência contra mulheres e familiares não é isolada, mas sim um problema estrutural que exige resposta firme da sociedade e das autoridades. A Lei Maria da Penha é um instrumento essencial, mas sua eficácia depende da denúncia, da proteção às vítimas e da responsabilização rigorosa dos agressores. O silêncio e a impunidade só fortalecem a violência — é preciso romper esse ciclo.
Redação com agências




