“Missionária” manda Michelle Bolsonaro engolir humilhação após racha com Flávio

Pré-candidata à deputada federal afirma que a ex-primeira-dama colocou o país em risco por “ego e vaidade” ao expor briga familiar

O racha público na cúpula do Partido Liberal (PL) entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhou um novo e explosivo desdobramento vindo da própria base aliada.

A auto denominada missionária e pré-candidata à deputada federal de direita, Carla Colt do Bolsonaro, utilizou suas redes sociais para publicar um duro contra-ataque a Michelle.

Em um vídeo que viralizou e dividiu opiniões, Colt acusou a presidente do PL Mulher de agir por vaidade e colocar o projeto  político da direita em risco às vésperas das eleições de 2026.

“Uma Verdadeira Guerreira Apanha Calada”
No vídeo, Carla Colt adotou um tom de forte cobrança e desconsiderou as queixas de humilhação e rispidez relatadas por Michelle.

Para a pré-candidata, os desentendimentos familiares e partidários deveriam ter sido mantidos em segredo absoluto para não municiar os adversários políticos. “Perdeu a oportunidade de ficar calada, ganhou voto para os inimigos. Se fosse comigo um tapa do Flávio, eu não iria vir para a rede social. Sabe por quê? Porque para salvar toda uma nação, uma mulher de verdade não vai botar um país a perder por causa de ego, orgulho e vaidade”, disparou Colt.

Crítica à Estrutura Emocional e Exigência de Recuo
A influenciadora foi além e questionou a capacidade de Michelle Bolsonaro de pleitear cargos maiores no parlamento, como uma eventual candidatura ao Senado, apontando suposta falta de inteligência emocional da ex-primeira-dama.

“Fez gol contra. Engolia em seco o arame farpado até a gente vencer. Depois você se acertava com ele, dava na cara dele se quisesse. Mas antes de vencer a guerra, não”, asseverou Carla Colt. Ao final, ela exigiu que Michelle retorne às redes para fazer campanha em favor de Flávio Bolsonaro como forma de estancar a perda de votos na ala conservadora.

O posicionamento agressivo de Carla Colt escancara o dilema ético que divide o eleitorado evangélico e de direita no Brasil.

Enquanto uma ala de mulheres apoia Michelle por não aceitar o silenciamento e a subalternidade diante dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, o setor mais pragmático e radical endossa as palavras de Colt, defendendo que pautas de integridade pessoal devem ser anuladas em nome da conveniência eleitoral contra o governo atual