O jovem Benjamin, natural de Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas, é um verdadeiro exemplo de perseverança. Abandonado pela mãe ainda criança, ele foi acolhido e criado por freiras em um pequeno abrigo mantido por doações. Para se sustentar desde cedo, fez carreto em feiras livres, vendeu picolés e recolheu latinhas nas ruas. Com o dinheiro do próprio trabalho, comprou seu primeiro celular e passou a produzir conteúdos para as redes sociais, onde ficou conhecido na região como o “Repórter Benjamin”.
Em busca de novas oportunidades, mudou-se para Arapiraca, no Agreste alagoano. Na nova cidade, continuou trabalhando duro nos semáforos vendendo picolés e coletando recicláveis. Contudo, após 15 anos longe das salas de aula, Benjamin decidiu transformar o rumo da sua história. Para deixar para trás um passado marcado por traumas, violência e pela ausência da família, ele enxergou na educação a chave para o recomeço.
Com determinação e o suporte do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), ele retornou à escola no ano passado, concluindo o Ensino Fundamental na rede pública municipal. A entrega oficial do seu diploma ocorre nesta sexta-feira, 7 de agosto de 2026. Sem perder tempo, Benjamin já deu o passo seguinte: no último dia 4 de agosto, ingressou na rede estadual para dar início ao Ensino Médio.
Hoje, além de estudante, ele ganha a vida vendendo água mineral vestido de “Homem-Aranha” no cruzamento da Rua Benjamin Freire com a Rua Rosendo Maia, no bairro Brasília. Para ele, todo o esforço tem um propósito maior: servir de orgulho e exemplo para o filho.
“Quero que meu filho tenha orgulho de mim. Quero mostrar que, mesmo depois de tantas dificuldades, nunca devemos desistir de estudar e de lutar pelos nossos sonhos”, afirma Benjamin.
Sua trajetória reflete como a força de vontade e a educação têm o poder de reconstruir vidas e abrir portas onde antes só existiam obstáculos.
Redação com instagram




